Microbiota intestinal é diferente em crianças com alergia alimentar rara

28 jul 2026 - 07h26
(atualizado às 07h28)

28 de julho de 2026 (Bibliomed). Crianças com a rara, porém grave, doença alérgica FPIES apresentam uma microbiota intestinal atípica em comparação com crianças saudáveis. Essa é a conclusão de um novo estudo da Universidade de Umeå, na Suécia, que revelaram diferenças claras na composição bacteriana intestinal de crianças com FPIES.

Microbiota intestinal é diferente em crianças com alergia alimentar rara
Microbiota intestinal é diferente em crianças com alergia alimentar rara
Foto: Jannissimo/Evanto / Boa Saúde

A síndrome da enterocolite induzida por proteína alimentar (FPIES, na sigla em inglês) é uma forma de alergia alimentar na qual o corpo reage sem os anticorpos alérgicos usuais, o que significa que os sintomas aparecem mais lentamente e afetam o trato gastrointestinal, em vez de causar erupções cutâneas ou dificuldades respiratórias. Normalmente, começa na infância e pode levar a vômitos intensos, diarreia e sintomas circulatórios. O mecanismo subjacente ainda não está claro.

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No novo estudo, os pesquisadores analisaram amostras de fezes de 56 crianças com diagnóstico recente de FPIES e as compararam com amostras de 43 crianças da mesma faixa etária sem alergias. As crianças foram divididas em três grupos etários, abrangendo o primeiro ano de vida. Os resultados mostram que a idade foi o fator que mais influenciou a composição bacteriana, mas que a própria FPIES também esteve claramente associada a diferenças na microbiota intestinal.

O estudo descobriu, entre outras coisas, que crianças com FPIES apresentavam níveis mais baixos de Bifidobacterium e Verrucomicrobiota, enquanto bactérias como Bacteroides, Haemophilus e Veillonella eram mais abundantes. Certos alimentos que desencadeiam a FPIES também foram associados a alterações adicionais na microbiota intestinal.

Segundo os autores, o estudo contribui com novos conhecimentos sobre a ligação entre a microbiota intestinal precoce e o desenvolvimento de doenças alérgicas, reforçando a ideia de que fatores biológicos precoces podem ter consequências a longo prazo para a saúde das crianças.

Fonte: Journal of Allergy and Clinical Immunology. DOI: 10.1016/j.jaci.2026.02.043.

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