Médica faz o próprio parto e usa pano de prato no bebê; entenda riscos

Caso inusitado comove as redes sociais e levanta alertas sobre segurança neonatal

11 mar 2026 - 16h00

A obstetra Rebeca Dourado viveu uma experiência inédita em sua carreira no final de 2025. Acostumada a realizar partos, ela precisou fazer o próprio procedimento dentro de um carro.

Veja caso de médica que fez o próprio parto no carro
Veja caso de médica que fez o próprio parto no carro
Foto: Redes Sociais / Saúde em Dia

O nascimento ocorreu em Fortaleza, enquanto ela e o marido seguiam para a maternidade. Sem tempo de chegar ao hospital, Rebeca deu à luz à pequena Teresa no banco do passageiro.

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Para proteger a recém-nascida, o casal utilizou um pano de prato que estava à mão. O caso terminou bem, mas traz alertas importantes sobre os riscos de partos desassistidos.

Perigo das infecções por materiais não esterilizados

O uso de um pano de prato comum em um recém-nascido oferece riscos biológicos reais. Tecidos domésticos não passam por processos de esterilização e podem conter micro-organismos nocivos.

Bactérias invisíveis presentes no tecido podem causar infecções cutâneas graves no bebê. Além disso, o coto umbilical é uma via direta para a entrada de patógenos no organismo.

O contato com materiais não estéreis aumenta as chances de quadros de sepse neonatal. Em um ambiente hospitalar, todos os campos e instrumentos são rigorosamente desinfectados para evitar tais riscos.

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Riscos para a mãe em um parto "a jato"

Um parto que evolui de forma muito rápida, como o de Roberta, é chamado de "parto a jato". Nesses casos, a mãe fica exposta a lacerações e hemorragias que exigem controle médico.

A falta de monitoramento profissional pode dificultar a identificação de complicações imediatas na placenta. Rebeca, por ser médica, conseguiu manter a calma, mas a situação é de alta periculosidade.

O ambiente de um veículo em movimento não oferece a higiene necessária para o pós-parto. Por isso, a busca por uma unidade de saúde logo após o nascimento é fundamental.

Importância de combater a hipotermia neonatal

A principal preocupação após o nascimento de Teresa foi manter a temperatura corporal da bebê. O pano de prato foi usado para evitar que a criança perdesse calor rapidamente.

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A hipotermia neonatal pode causar desconforto respiratório e queda nos níveis de glicose. Em recém-nascidos, o resfriamento excessivo pode levar a complicações clínicas sérias em poucos minutos.

O ideal em emergências é o contato pele a pele com a mãe. O calor materno ajuda a estabilizar a temperatura do bebê até a chegada ao hospital.

Como agir em casos de parto iminente no trânsito?

Se o nascimento for inevitável e você estiver longe de um hospital, acione o SAMU imediatamente. Tente manter a gestante calma e o ambiente o mais protegido possível.

Evite tentar cortar o cordão umbilical com objetos improvisados, como tesouras comuns ou facas. Esse procedimento deve ser feito apenas por profissionais com materiais esterilizados na maternidade.

Após o nascimento, envolva o bebê em um tecido limpo e coloque-o junto ao peito materno. O foco principal deve ser manter a criança aquecida e as vias aéreas livres.

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Desfecho seguro após o susto em Fortaleza

Rebeca e Teresa chegaram ao hospital em segurança logo após o nascimento inusitado. Na unidade, a equipe realizou a retirada da placenta e os primeiros exames da bebê.

O parto completo durou cerca de 50 minutos desde as primeiras contrações ritmadas. A médica relatou que sua experiência profissional foi essencial para manter o controle da situação.

Apesar do improviso com o pano de prato, mãe e filha passam bem hoje. Teresa já está com cinco meses e o vídeo do momento emocionante viralizou na internet.

Segurança e planejamento no trabalho de parto

Histórias como a de Rebeca Dourado reforçam a imprevisibilidade do corpo humano. O planejamento para o parto deve sempre incluir rotas rápidas para o hospital escolhido.

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O acompanhamento médico é indispensável para evitar riscos desnecessários. O pré-natal de qualidade ajuda a preparar a família para possíveis emergências.

Fique atenta aos sinais de contrações regulares e não demore para buscar assistência. A segurança da mãe e do bebê deve vir sempre em primeiro lugar.

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