O lipedema é uma doença crônica que afeta cerca de 11% das mulheres no Brasil. Ela se caracteriza pelo acúmulo desproporcional de gordura em regiões como pernas, quadris e braços.
Este conteúdo explica como o exercício físico atua no controle da condição. Escolher as atividades certas é fundamental para reduzir a inflamação e as dores constantes.
O que é o lipedema e como ele se manifesta?
Diferente da obesidade comum, a gordura do lipedema é inflamatória e, muitas vezes, dolorosa ao toque. Ela costuma ser resistente a dietas convencionais e exercícios aeróbicos intensos.
Os sintomas incluem sensação de peso nas pernas, hematomas frequentes e inchaço que não melhora com o repouso. O diagnóstico correto é o primeiro passo para o tratamento eficaz.
Como o exercício físico ajuda no tratamento?
A atividade física não elimina a gordura do lipedema sozinha, mas é essencial para a saúde linfática. O movimento ajuda a bombear o sangue e a linfa, reduzindo a pressão nos tecidos.
O foco deve ser em modalidades que estimulem a circulação sem gerar impacto excessivo. Isso evita que as articulações, já sobrecarregadas pelo peso extra, sofram lesões.
1. Exercícios na água (hidroginástica e natação)
As atividades aquáticas são consideradas o "padrão ouro" para quem tem lipedema. A pressão hidrostática da água funciona como uma massagem de drenagem linfática natural.
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Vantagem: Reduz o impacto nas articulações em até 90%.
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Benefício: Auxilia na redução imediata do inchaço e da dor.
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Dica: Movimentar-se na água ajuda a tonificar os músculos sem fadiga extrema.
2. Musculação com foco em repetições
Engana-se quem pensa que quem tem lipedema não deve puxar peso. Fortalecer os músculos ajuda a "espremer" os vasos linfáticos, melhorando o retorno venoso.
O ideal é focar em cargas moderadas e um número maior de repetições. Isso evita picos inflamatórios e ajuda a dar sustentação aos tecidos afetados.
3. Caminhadas leves e ciclismo
Atividades de intensidade moderada ajudam a manter o metabolismo ativo. O ciclismo, em especial, é excelente por não ter impacto e trabalhar intensamente a musculatura das pernas.
Manter a constância é mais importante do que a velocidade. O objetivo aqui é manter o corpo em movimento para evitar o acúmulo de novos líquidos.
O que evitar na rotina de treinos?
Exercícios de alto impacto, como saltos (HIIT) ou corridas em superfícies duras, devem ser evitados. Eles podem aumentar a inflamação e causar desconforto nas áreas sensíveis.
O excesso de esforço também pode ser prejudicial. Se o treino causar um aumento súbito na dor ou no inchaço no dia seguinte, a intensidade precisa ser revista.
Importância do acompanhamento multidisciplinar
O lipedema exige uma abordagem que une nutrição, exercícios e, em alguns casos, fisioterapia. O uso de meias de compressão durante a prática esportiva costuma ser recomendado.
O tratamento ajuda a evitar a progressão da doença para estágios mais graves. Com o manejo adequado, é possível levar uma vida ativa e sem limitações severas.
Olhar do especialista
Médicos especialistas reforçam que o lipedema não é culpa da paciente.
O exercício deve ser visto como um remédio natural para a dor. Movimentar-se com inteligência garante mais bem-estar e menos peso na rotina diária.
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