Lipedema afeta 11% das brasileiras; veja exercícios que aliviam

Caracterizado pelo acúmulo de gordura nas pernas e braços, o lipedema exige cuidados específicos. Saiba como a atividade física correta pode melhorar a qualidade de vida

27 fev 2026 - 19h24

O lipedema é uma doença crônica que afeta cerca de 11% das mulheres no Brasil. Ela se caracteriza pelo acúmulo desproporcional de gordura em regiões como pernas, quadris e braços.

Veja como o exercício pode ajudar no lipedema
Veja como o exercício pode ajudar no lipedema
Foto: SHutterstock / Sport Life

Este conteúdo explica como o exercício físico atua no controle da condição. Escolher as atividades certas é fundamental para reduzir a inflamação e as dores constantes.

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O que é o lipedema e como ele se manifesta?

Diferente da obesidade comum, a gordura do lipedema é inflamatória e, muitas vezes, dolorosa ao toque. Ela costuma ser resistente a dietas convencionais e exercícios aeróbicos intensos.

Os sintomas incluem sensação de peso nas pernas, hematomas frequentes e inchaço que não melhora com o repouso. O diagnóstico correto é o primeiro passo para o tratamento eficaz.

Como o exercício físico ajuda no tratamento?

A atividade física não elimina a gordura do lipedema sozinha, mas é essencial para a saúde linfática. O movimento ajuda a bombear o sangue e a linfa, reduzindo a pressão nos tecidos.

O foco deve ser em modalidades que estimulem a circulação sem gerar impacto excessivo. Isso evita que as articulações, já sobrecarregadas pelo peso extra, sofram lesões.

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1. Exercícios na água (hidroginástica e natação)

As atividades aquáticas são consideradas o "padrão ouro" para quem tem lipedema. A pressão hidrostática da água funciona como uma massagem de drenagem linfática natural.

  • Vantagem: Reduz o impacto nas articulações em até 90%.

  • Benefício: Auxilia na redução imediata do inchaço e da dor.

  • Dica: Movimentar-se na água ajuda a tonificar os músculos sem fadiga extrema.

2. Musculação com foco em repetições

Engana-se quem pensa que quem tem lipedema não deve puxar peso. Fortalecer os músculos ajuda a "espremer" os vasos linfáticos, melhorando o retorno venoso.

O ideal é focar em cargas moderadas e um número maior de repetições. Isso evita picos inflamatórios e ajuda a dar sustentação aos tecidos afetados.

3. Caminhadas leves e ciclismo

Atividades de intensidade moderada ajudam a manter o metabolismo ativo. O ciclismo, em especial, é excelente por não ter impacto e trabalhar intensamente a musculatura das pernas.

Manter a constância é mais importante do que a velocidade. O objetivo aqui é manter o corpo em movimento para evitar o acúmulo de novos líquidos.

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O que evitar na rotina de treinos?

Exercícios de alto impacto, como saltos (HIIT) ou corridas em superfícies duras, devem ser evitados. Eles podem aumentar a inflamação e causar desconforto nas áreas sensíveis.

O excesso de esforço também pode ser prejudicial. Se o treino causar um aumento súbito na dor ou no inchaço no dia seguinte, a intensidade precisa ser revista.

Importância do acompanhamento multidisciplinar

O lipedema exige uma abordagem que une nutrição, exercícios e, em alguns casos, fisioterapia. O uso de meias de compressão durante a prática esportiva costuma ser recomendado.

O tratamento ajuda a evitar a progressão da doença para estágios mais graves. Com o manejo adequado, é possível levar uma vida ativa e sem limitações severas.

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Olhar do especialista

Médicos especialistas reforçam que o lipedema não é culpa da paciente.

O exercício deve ser visto como um remédio natural para a dor. Movimentar-se com inteligência garante mais bem-estar e menos peso na rotina diária.

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