Gabriela Loran gastou R$ 115 mil em redesignação sexual

Atriz detalha processo feito na Tailândia e reforça que cirurgia não define identidade de pessoas trans

13 jan 2026 - 19h24

A atriz Gabriela Loran revelou detalhes do processo de cirurgia de redesignação sexual durante entrevista concedida ao programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga.

Segundo ela, o investimento total foi de cerca de R$ 115 mil, valor que incluiu desde passagens aéreas até acompanhamento médico especializado no pós-operatório.

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Mais do que números, o relato trouxe à tona um tema importante para a saúde física e emocional de pessoas trans: o respeito ao tempo individual, às escolhas pessoais e ao cuidado integral durante processos médicos complexos.

Um processo planejado e acompanhado

Gabriela contou que realizou a cirurgia na Tailândia, país conhecido por centros especializados nesse tipo de procedimento.

O pacote incluiu passagens aéreas, hospedagem e acompanhamento médico constante. A atriz permaneceu 27 dias no país, sendo acompanhada por três enfermeiras durante todo o período de recuperação pós-operatória.

Segundo ela, o processo começou antes mesmo da cirurgia. "Tem uma primeira consulta com o cirurgião, com psicólogo e psiquiatra, para validar mesmo esse processo, ter certeza de que você quer fazer", explicou. 

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Essa etapa é fundamental para garantir segurança física e emocional ao paciente.

Cirurgia não define identidade

Durante a conversa, Gabriela fez questão de destacar que a cirurgia não valida — nem invalida — a identidade de uma mulher trans.

"A cirurgia não transforma uma pessoa trans como eu em mais mulher ou menos mulher. Cirurgia nenhuma vai validar nada de ninguém", afirmou.

Ela também reforçou que nem todas as pessoas trans desejam ou precisam passar por procedimentos cirúrgicos, e que todas as escolhas devem ser respeitadas.

Respeito ao próprio tempo

A atriz explicou que, no seu caso, a decisão foi resultado de um processo longo e feito no próprio tempo.

"Eu entendi que eu queria, porque era algo para mim.

Eu sabia que ia passar, tanto que eu não tinha pressa. Eu aguardei", relembrou.

Segundo Gabriela, algumas pessoas sentem a necessidade de realizar a cirurgia mais cedo, enquanto outras não. O mais importante, segundo ela, é que a decisão seja consciente e livre de pressões externas.

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Saúde integral vai além da cirurgia

No Mais Você, Gabriela também destacou que todo o processo foi conduzido de forma planejada e com acompanhamento profissional.

Ao compartilhar sua experiência, ela buscou esclarecer que, embora a cirurgia tenha sido importante para ela, cada pessoa trans tem seu próprio caminho, suas necessidades e escolhas.

"É um lugar confortável para mim mesma. Eu me perguntei muitas vezes antes de fazer: 'estou fazendo isso por mim ou pela pressão externa?'. E todas as respostas eram: por mim", finalizou.

Informação também é cuidado

O relato de Gabriela Loran amplia o debate sobre saúde, autonomia e bem-estar da população trans, reforçando a importância do acesso à informação, ao acompanhamento médico adequado e ao respeito às individualidades. Em temas de saúde tão sensíveis, ouvir quem viveu o processo ajuda a combater estigmas e a promover uma compreensão mais humana e responsável.

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