Virginia Fonseca revelou que suas filhas passaram por cirurgia para retirar amígdalas e adenoides devido a problemas respiratórios e sono. O procedimento, indicado apenas em casos específicos, pode melhorar a respiração, reduzir roncos e trazer benefícios para o crescimento e qualidade de vida das crianças. O acompanhamento médico é essencial. 🛌✨
A influenciadora Virginia Fonseca contou nas redes sociais que as filhas Maria Alice, de 5 anos, e Maria Flor, de 3, passaram por uma cirurgia para retirada das amígdalas e das adenoides.
Segundo ela, as meninas apresentavam aumento dessas estruturas, o que provocava roncos durante a noite e prejudicava o sono.
O caso despertou dúvidas entre muitos pais. Afinal, o que muda na saúde das crianças após a retirada das amígdalas?
Embora o procedimento seja comum, ele só é recomendado em situações específicas, após avaliação de um médico otorrinolaringologista.
Quando a retirada das amígdalas é indicada?
Atualmente, a cirurgia não é realizada de forma preventiva, como acontecia no passado.
Ela costuma ser indicada quando as amígdalas ou as adenoides provocam problemas importantes para a saúde da criança. Entre as principais situações estão:
- Amigdalites de repetição.
- Roncos intensos durante o sono.
- Apneia do sono.
- Dificuldade para respirar pelo nariz.
- Alterações no crescimento e no desenvolvimento causadas pela má qualidade do sono.
- Dificuldade para engolir devido ao tamanho das amígdalas.
Nesses casos, o procedimento pode trazer benefícios importantes para a saúde e para o bem-estar infantil.
Como a cirurgia melhora a qualidade de vida?
Quando as amígdalas e as adenoides aumentam de tamanho, elas podem bloquear parcialmente a passagem do ar, principalmente durante o sono.
Isso faz com que a criança ronque, acorde diversas vezes durante a noite e tenha um descanso pouco reparador.
Após a cirurgia, muitos pacientes apresentam:
- Respiração mais livre.
- Redução ou desaparecimento dos roncos.
- Melhora da apneia do sono.
- Sono mais profundo.
- Mais disposição durante o dia.
- Melhor rendimento escolar e concentração.
Dormir melhor também favorece o crescimento, já que a liberação do hormônio do crescimento acontece principalmente durante o sono profundo.
A imunidade fica mais fraca?
Essa é uma das maiores preocupações dos pais.
Na prática, a retirada das amígdalas não costuma prejudicar o sistema imunológico.
Embora essas estruturas participem da defesa do organismo na infância, existem diversos outros tecidos responsáveis pela proteção contra vírus e bactérias.
Além disso, quando as amígdalas permanecem constantemente inflamadas, elas deixam de exercer adequadamente sua função de defesa e passam a representar um foco frequente de infecção.
Como é a recuperação?
A recuperação costuma durar entre sete e 14 dias.
Durante esse período, é comum a criança sentir dor para engolir, principalmente nos primeiros dias. Por isso, a alimentação deve ser adaptada.
Os médicos costumam orientar:
- Boa hidratação.
- Alimentos frios ou gelados.
- Refeições macias.
- Uso correto dos medicamentos prescritos.
- Repouso durante os primeiros dias.
Também é importante evitar atividades físicas até a liberação médica.
Nem toda criança precisa operar
Mesmo quando há aumento das amígdalas, a cirurgia nem sempre é necessária.
A decisão depende da intensidade dos sintomas, da frequência das infecções e do impacto na respiração, no sono e na qualidade de vida da criança.
Por isso, diante de roncos persistentes, dificuldade para respirar, amigdalites frequentes ou suspeita de apneia do sono, a recomendação é procurar um otorrinolaringologista.
A avaliação individual é essencial para definir se a retirada das amígdalas é realmente o melhor tratamento.