A cantora Ana Castela, de 22 anos, revelou recentemente que recebeu o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) após passar por avaliação médica. A artista compartilhou a descoberta com seguidores nas redes sociais e explicou que, diferentemente do que muitos pensaram, ela não foi diagnosticada com TDAH, condição que inclui hiperatividade, mas apenas com o déficit de atenção.
Segundo a cantora, entender o diagnóstico ajudou a explicar comportamentos e dificuldades que já percebia no dia a dia, especialmente relacionados à concentração e organização.
"Acabei de sair da consulta e eu vou te falar: agora a minha vida fez sentido, agora eu entendi tudo já", afirmou a sertaneja.
O que é o TDA?
O Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) é uma condição neurobiológica caracterizada principalmente por dificuldades de atenção e concentração. Pessoas com o transtorno costumam ter maior dificuldade para manter o foco em atividades, organizar tarefas e administrar o tempo.
Embora muitas vezes seja associado ao TDAH, o TDA é considerado uma forma do transtorno em que não há presença significativa de hiperatividade ou impulsividade. Ou seja, o principal desafio está ligado à atenção.
Entre os sinais mais comuns do TDA estão:
- dificuldade em manter a atenção por longos períodos;
- distração frequente com estímulos externos;
- esquecimentos constantes;
- dificuldade para organizar tarefas e compromissos;
- problemas para concluir atividades iniciadas.
Esses sintomas podem interferir em diferentes áreas da vida, como estudos, trabalho e relações sociais, especialmente quando não são identificados ou tratados.
Diferença entre TDA e TDAH
Apesar das siglas parecidas, existe uma distinção importante:
TDA: predominância de desatenção, sem hiperatividade significativa.
TDAH: inclui desatenção associada à hiperatividade e impulsividade.
Atualmente, muitos especialistas consideram o TDA como uma apresentação predominantemente desatenta dentro do espectro do TDAH, o que explica por que as duas siglas são frequentemente confundidas.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito por profissionais de saúde, geralmente psiquiatras, neurologistas ou neuropsicólogos, a partir da avaliação do histórico do paciente e da presença de sintomas persistentes em diferentes contextos da vida.
O tratamento pode incluir:
- acompanhamento psicológico ou psicoterapia;
- estratégias de organização e manejo da rotina;
- em alguns casos, uso de medicamentos prescritos por especialistas.