Dráuzio Varella, 83, critica quem usa sua imagem para espalhar fake news: 'Eu provavelmente sou o maior vendedor de remédios falsos do Brasil'

Médico relata que golpistas utilizam plataformas da Meta para comercializar produtos ineficazes e classifica a empresa como sócia de crimino

14 ago 2026 - 17h54
(atualizado às 18h30)
Dr. Drauzio Varella
Dr. Drauzio Varella
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O médico Drauzio Varella denunciou o uso indevido de sua imagem para a venda de medicamentos falsos na internet. O relato foi feito durante uma palestra no fórum "BBC World Service: Trust is Earned – O Desafio da Credibilidade", onde o especialista criticou a Meta por lucrar com anúncios fraudulentos que configuram crime contra a saúde pública.

A prática começou há cerca de dez anos, após uma reportagem do programa Fantástico sobre dores na coluna. Golpistas passaram a usar trechos da gravação com locutores falsos para vender produtos ineficazes.

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"Eu provavelmente sou o maior vendedor de remédios falsos do Brasil", afirmou Drauzio Varella, destacando a frequência com que recebe mensagens de amigos e pacientes sobre o tema.

Como funciona o esquema de vendas falsas?

Os criminosos pagam pelo impulsionamento de vídeos nas redes sociais da Meta para alcançar milhões de usuários diariamente. A estratégia visa enganar o público com falsas promessas de tratamentos médicos, configurando estelionato e crime contra a saúde pública, segundo a avaliação do especialista.

Drauzio Varella reclama de usarem sua imagem para espalhar fake news sobre medicamentos
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O médico relatou o caso de uma mulher negra que o abordou na rua após comprar um remédio ineficaz para dor nas articulações. O produto, adquirido após a visualização de uma propaganda falsa, não trouxe nenhum benefício à paciente.

Varella classifica a prática como um crime inafiançável. O especialista elogiou o YouTube por possuir mecanismos de controle que barram esse tipo de estelionato na plataforma de vídeos.

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Qual é a responsabilidade das plataformas digitais?

Na visão de Varella, porém, as plataformas digitais são coniventes no impulsionamento de propagandas falsas. O médico afirma que as empresas não demonstram interesse em retirar os conteúdos fraudulentos do ar.

"Eles são sócios desses bandidos, desses estelionatários, desses criminosos", declarou o médico durante a entrevista.

Fonte: Portal Terra
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