Dois terços das gestantes não ficam na faixa de peso ideal durante a gestação

16 set 2026 - 10h50
(atualizado às 10h52)
Resumo
Um estudo com 1,6 milhão de mulheres revelou que 68% das gestantes não atingem o ganho de peso ideal, elevando riscos como parto prematuro e internação neonatal. Embora 53% tivessem IMC prévio saudável, na gravidez apenas 32% ganharam o peso adequado, enquanto 23% engordaram menos e 45% mais que o recomendado. Diante do cenário, a OMS busca criar padrões globais de referência baseados em evidências para orientar o ganho de peso gestacional saudável em populações diversas.

16 de setembro de 2026 (Bibliomed). Sessenta e oito por cento das gestantes não ficam dentro da faixa de ganho de peso considerada ideal durante a gravidez, o que pode acarretar problemas como parto prematuro, peso inadequado do recém-nascido ou necessidade de o bebê ser internado na UTI.

Dois terços das gestantes não ficam na faixa de peso ideal durante a gestação
Dois terços das gestantes não ficam na faixa de peso ideal durante a gestação
Foto: GeorgeRudy/Evanto / Boa Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma iniciativa para desenvolver padrões globais de ganho de peso gestacional saudável, visando definir recomendações ideais de ganho de peso gestacional em diversos contextos, considerando renda, diversidade étnica e fatores ambientais.

Publicidade

Foram analisados dados de 40 estudos observacionais que envolveram 1,6 milhão de mulheres com idade acima de 18 anos que relatavam os resultados de gravidez de acordo com o índice de massa corporal (IMC) e ganho de peso gestacional.

Os resultados mostraram que 53% das participantes apresentavam um IMC pré-gestacional saudável, 6% estavam abaixo do indicado, 19% acima do peso e 22% eram obesas. Durante a gestação, apenas 32% das mulheres ganharam o peso considerado adequado, sendo que 23% engordaram menos do que o recomendado e 45%, mais.

De acordo com os autores, esses resultados apontam a necessidade de padrões de referência internacionais da OMS, que sejam baseados em evidências, fundamentados em dados individuais de pacientes e aplicáveis a toda a gama de IMC em populações globais contemporâneas e diversas.

Fonte: The BMJ. DOI: 10.1136/bmj-2025-085710.

Publicidade
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se