A apresentadora Lívia Andrade surpreendeu seus seguidores ao relatar o diagnóstico de nevralgia (ou neuralgia) do trigêmeo.
O termo pode parecer técnico, mas a sensação é descrita por médicos e pacientes como "a pior dor do mundo". Trata-se de uma neuropatia que afeta o nervo craniano responsável pela sensibilidade da face.
O que é a neuralgia do trigêmeo?
O nervo trigêmeo é um dos maiores do crânio. Ele se divide em três ramos principais: oftálmico, maxilar e mandibular.
Essa divisão explica por que a dor pode irradiar para a testa, bochechas, dentes e mandíbula simultaneamente.
A principal causa da doença, em cerca de 90% dos casos, é a compressão do nervo por um vaso sanguíneo. Essa pressão "desgasta" a proteção do nervo, causando curtos-circuitos dolorosos.
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No entanto, a condição também pode estar ligada a tumores, esclerose múltipla ou lesões vasculares.
Como identificar a dor?
As crises são súbitas e extremamente violentas. A sensação é comparada a pontadas, choques elétricos ou ardor intenso. Na grande maioria dos casos, a dor atinge apenas um lado do rosto.
Embora os episódios durem poucos segundos, eles podem se repetir centenas de vezes ao longo do dia. Com o passar do tempo, os períodos sem dor (remissão) ficam mais curtos.
A frequência aumenta e a intensidade se torna insuportável, podendo levar o paciente a quadros de depressão e isolamento social.
Gatilhos que disparam as crises
O que torna essa doença tão cruel é a simplicidade dos seus gatilhos. Atividades comuns do dia a dia tornam-se verdadeiros pesadelos para o paciente. Entre os disparadores mais comuns, destacam-se:
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Escovar os dentes.
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Mastigar ou beber água.
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Falar ou sorrir.
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Tocar levemente o rosto (ao passar maquiagem ou fazer a barba).
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Vento frio batendo na face.
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O relato real: O caso de Lívia Andrade
Lívia Andrade relatou que seus primeiros sintomas foram confundidos com dor de dente. Após ir ao dentista e descartar cáries por meio de radiografias, o quadro piorou drasticamente.
A apresentadora chegou a chorar durante gravações devido à intensidade do incômodo.
A dor se espalhou por áreas como olhos, mandíbula, ouvido e até o céu da boca. Ela descreveu a experiência como a "pior dor da vida".
O diagnóstico correto só veio após a consulta com um neurologista, profissional indicado para investigar dores faciais crônicas.
Opções de tratamento
Infelizmente, analgésicos comuns como paracetamol ou dipirona não funcionam para essa dor. O tratamento inicial é feito com medicamentos anticonvulsivantes, que ajudam a "acalmar" os disparos do nervo.
Quando os remédios perdem o efeito ou causam muitos efeitos colaterais, a cirurgia é considerada. Algumas técnicas incluem:
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Descompressão neurovascular: Cirurgia para afastar o vaso sanguíneo do nervo.
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Compressão por balão: Um pequeno balão é inflado para comprimir o gânglio do nervo e cessar a dor.
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Radiofrequência: Utiliza calor para interromper os sinais de dor.
Quando procurar ajuda médica?
Se você sente choques ou pontadas recorrentes no rosto, não ignore. O diagnóstico precoce evita o sofrimento prolongado.
Os especialistas mais indicados são o neurologista e o neurocirurgião. Em crises agudas, o pronto-atendimento é necessário para sedação e controle imediato do desconforto.