Celebrado em 20 de janeiro, o Dia do Queijo vai além da comemoração gastronômica.
Um estudo científico recente reacendeu o debate sobre o papel do alimento na saúde do cérebro.
A pergunta que surge é direta:
Comer mais queijo pode ajudar a reduzir o risco de demência?
Durante muito tempo, o queijo foi visto como um vilão da alimentação.
O principal motivo sempre foi o teor de gordura, presente em maior quantidade em alguns tipos.
No entanto, pesquisas mais recentes mostram que a relação entre gordura, alimentação e saúde é mais complexa. E menos simplista do que se acreditava.
Uma dessas pesquisas foi publicada na revista científica Neurology.
O estudo observou uma associação entre o consumo regular de queijo e um menor risco de desenvolver demência ao longo da vida.
O que o estudo observou sobre queijo e demência
A pesquisa analisou dados de mais de 27 mil adultos. Os participantes tinham idades entre 45 e 73 anos.
Nenhum deles apresentava diagnóstico ou sinais de demência no início do acompanhamento.
Ao longo de 25 anos, os pesquisadores monitoraram hábitos alimentares, estilo de vida e saúde cognitiva.
Foram realizadas entrevistas, avaliações da alimentação ao longo de um ano e registros em diário alimentar semanal.
O objetivo era claro. Identificar padrões alimentares habituais e entender como eles se relacionavam com o surgimento da doença.
Ao final do período de acompanhamento, cerca de 3 mil participantes haviam sido diagnosticados com algum tipo de demência.
Queijos mais gordurosos chamaram atenção
Um dos achados que mais chamou atenção foi a associação entre o consumo de queijos e cremes com teor de gordura acima de 20% e um menor risco de demência no futuro.
Isso não significa que esses alimentos previnam a doença.
Os próprios autores deixam claro que se trata de uma associação, e não de causa e efeito.
Ainda assim, o dado é relevante. Ele contraria a ideia de que alimentos mais gordurosos devem ser totalmente evitados quando o assunto é saúde.
Alimentação ao longo da vida faz diferença
Para os pesquisadores, o principal aprendizado do estudo está no olhar de longo prazo.
Os resultados reforçam que hábitos alimentares construídos desde a juventude até o envelhecimento influenciam a saúde cerebral.
A demência é uma condição multifatorial. Ela envolve genética, estilo de vida, saúde cardiovascular, atividade física e alimentação.
Nenhum alimento isolado protege ou causa a doença sozinho. O queijo entra como parte de um padrão alimentar mais amplo.
Não como solução milagrosa.
Queijo traz benefícios nutricionais?
Segundo a nutricionista Joelia Silva, da Tijuca Alimentos, o queijo pode trazer benefícios importantes.
Isso vale para quem não possui restrições alimentares específicas.
Além de ser fonte de vitamina A e vitamina B12, o alimento contribui para a saúde intestinal.
Isso acontece por conter probióticos, que ajudam a equilibrar a microbiota.
Esse equilíbrio é fundamental para uma boa digestão.
Também melhora a absorção de nutrientes e fortalece o sistema imunológico.
O queijo ainda auxilia na densidade óssea, reduzindo o risco de fraturas.
E fornece energia por ser um alimento calórico, porém rico em nutrientes.
"Manter uma dieta equilibrada e contar com o acompanhamento de um nutricionista é essencial para avaliar necessidades individuais, identificar possíveis restrições e garantir escolhas alimentares mais adequadas à saúde", afirma Joelia.
Qualidade do queijo também importa
Além da quantidade consumida, a qualidade do queijo faz diferença. O manejo correto do leite é um dos pontos centrais.
O tempo de maturação e o controle de temperatura também são fatores essenciais.
Eles preservam as características nutricionais e sensoriais do produto.
Esses cuidados garantem um alimento seguro. Padronizado. Adequado ao consumo diário.
A Tijuca Alimentos mantém um processo produtivo voltado à segurança alimentar.
Há acompanhamento técnico em todas as etapas.
Desde a seleção da matéria-prima até a finalização dos produtos.
Moderação segue sendo essencial
Apesar dos possíveis benefícios, o consumo de queijo deve ser feito com moderação.
Alguns tipos apresentam maior teor de gordura e sódio.
Isso exige atenção especial.
Principalmente para pessoas com hipertensão, colesterol elevado ou outras condições de saúde.
"Como todo alimento que possui benefícios nutricionais, o consumo de queijo deve ser moderado, já que alguns tipos apresentam maior teor de gordura e sódio", complementa a nutricionista.
Incluir o queijo em uma alimentação variada é o caminho mais seguro.
Com frutas, legumes, verduras, fibras e proteínas de qualidade.
O que fazer agora?
O que fazer hoje: inclua pequenas porções de queijo em refeições equilibradas.
Se piorar: surgirem dúvidas sobre colesterol, pressão ou restrições alimentares.
Próximo passo: procure orientação nutricional para ajustar a dieta à sua saúde.
Queijo, cérebro e escolhas conscientes
O estudo não sugere que comer queijo evite a demência.
Mas reforça um ponto importante.
Alimentação não é apenas combustível imediato.
É investimento no futuro da saúde.
Quando consumido com qualidade, equilíbrio e dentro de um estilo de vida saudável, o queijo pode fazer parte de uma rotina alimentar que favorece o bem-estar físico e mental ao longo dos anos.