Comer mais queijo pode reduzir risco de demência, diz estudo

Pesquisa de longo prazo associa o consumo regular de queijos mais gordurosos a menor risco de demência ao longo da vida

21 jan 2026 - 14h16

Celebrado em 20 de janeiro, o Dia do Queijo vai além da comemoração gastronômica.

Estudo associa o consumo regular de queijo a menor risco de demência ao longo da vida
Estudo associa o consumo regular de queijo a menor risco de demência ao longo da vida
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Um estudo científico recente reacendeu o debate sobre o papel do alimento na saúde do cérebro.

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A pergunta que surge é direta:

Comer mais queijo pode ajudar a reduzir o risco de demência?

Durante muito tempo, o queijo foi visto como um vilão da alimentação.

O principal motivo sempre foi o teor de gordura, presente em maior quantidade em alguns tipos.

No entanto, pesquisas mais recentes mostram que a relação entre gordura, alimentação e saúde é mais complexa. E menos simplista do que se acreditava.

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Uma dessas pesquisas foi publicada na revista científica Neurology.

O estudo observou uma associação entre o consumo regular de queijo e um menor risco de desenvolver demência ao longo da vida.

O que o estudo observou sobre queijo e demência

A pesquisa analisou dados de mais de 27 mil adultos. Os participantes tinham idades entre 45 e 73 anos.

Nenhum deles apresentava diagnóstico ou sinais de demência no início do acompanhamento.

Ao longo de 25 anos, os pesquisadores monitoraram hábitos alimentares, estilo de vida e saúde cognitiva.

Foram realizadas entrevistas, avaliações da alimentação ao longo de um ano e registros em diário alimentar semanal.

O objetivo era claro. Identificar padrões alimentares habituais e entender como eles se relacionavam com o surgimento da doença.

Ao final do período de acompanhamento, cerca de 3 mil participantes haviam sido diagnosticados com algum tipo de demência.

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Queijos mais gordurosos chamaram atenção

Um dos achados que mais chamou atenção foi a associação entre o consumo de queijos e cremes com teor de gordura acima de 20% e um menor risco de demência no futuro.

Isso não significa que esses alimentos previnam a doença.

Os próprios autores deixam claro que se trata de uma associação, e não de causa e efeito.

Ainda assim, o dado é relevante. Ele contraria a ideia de que alimentos mais gordurosos devem ser totalmente evitados quando o assunto é saúde.

Alimentação ao longo da vida faz diferença

Para os pesquisadores, o principal aprendizado do estudo está no olhar de longo prazo.

Os resultados reforçam que hábitos alimentares construídos desde a juventude até o envelhecimento influenciam a saúde cerebral.

A demência é uma condição multifatorial. Ela envolve genética, estilo de vida, saúde cardiovascular, atividade física e alimentação.

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Nenhum alimento isolado protege ou causa a doença sozinho. O queijo entra como parte de um padrão alimentar mais amplo.

Não como solução milagrosa.

Queijo traz benefícios nutricionais?

Segundo a nutricionista Joelia Silva, da Tijuca Alimentos, o queijo pode trazer benefícios importantes.

Isso vale para quem não possui restrições alimentares específicas.

Além de ser fonte de vitamina A e vitamina B12, o alimento contribui para a saúde intestinal.

Isso acontece por conter probióticos, que ajudam a equilibrar a microbiota.

Esse equilíbrio é fundamental para uma boa digestão.

Também melhora a absorção de nutrientes e fortalece o sistema imunológico.

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O queijo ainda auxilia na densidade óssea, reduzindo o risco de fraturas.

E fornece energia por ser um alimento calórico, porém rico em nutrientes.

"Manter uma dieta equilibrada e contar com o acompanhamento de um nutricionista é essencial para avaliar necessidades individuais, identificar possíveis restrições e garantir escolhas alimentares mais adequadas à saúde", afirma Joelia.

Qualidade do queijo também importa

Além da quantidade consumida, a qualidade do queijo faz diferença. O manejo correto do leite é um dos pontos centrais.

O tempo de maturação e o controle de temperatura também são fatores essenciais.

Eles preservam as características nutricionais e sensoriais do produto.

Esses cuidados garantem um alimento seguro. Padronizado. Adequado ao consumo diário.

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A Tijuca Alimentos mantém um processo produtivo voltado à segurança alimentar.

Há acompanhamento técnico em todas as etapas.

Desde a seleção da matéria-prima até a finalização dos produtos.

Moderação segue sendo essencial

Apesar dos possíveis benefícios, o consumo de queijo deve ser feito com moderação.

Alguns tipos apresentam maior teor de gordura e sódio.

Isso exige atenção especial.

Principalmente para pessoas com hipertensão, colesterol elevado ou outras condições de saúde.

"Como todo alimento que possui benefícios nutricionais, o consumo de queijo deve ser moderado, já que alguns tipos apresentam maior teor de gordura e sódio", complementa a nutricionista.

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Incluir o queijo em uma alimentação variada é o caminho mais seguro.

Com frutas, legumes, verduras, fibras e proteínas de qualidade.

O que fazer agora?

O que fazer hoje: inclua pequenas porções de queijo em refeições equilibradas.

Se piorar: surgirem dúvidas sobre colesterol, pressão ou restrições alimentares.

Próximo passo: procure orientação nutricional para ajustar a dieta à sua saúde.

Queijo, cérebro e escolhas conscientes

O estudo não sugere que comer queijo evite a demência.

Mas reforça um ponto importante.

Alimentação não é apenas combustível imediato.

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É investimento no futuro da saúde.

Quando consumido com qualidade, equilíbrio e dentro de um estilo de vida saudável, o queijo pode fazer parte de uma rotina alimentar que favorece o bem-estar físico e mental ao longo dos anos.

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