O consumo de álcool faz parte da cultura social, mas para quem busca performance, ele é um desafio. Após o Carnaval ou períodos de festas, a retomada dos treinos exige foco total.
A dúvida comum entre os atletas recreativos é: qual bebida causa menos impacto? Cerveja e gin possuem características distintas que influenciam a recuperação muscular e a hidratação.
Entenda como cada uma dessas opções age no seu organismo e qual delas pode ser a maior vilã da sua rotina fitness.
O impacto do álcool na síntese proteica
Independentemente da escolha, o álcool é uma toxina para o corpo. O principal prejuízo para quem treina é a inibição da síntese proteica.
Quando você consome bebidas alcoólicas, o fígado prioriza a metabolização do etanol, interrompendo processos de construção muscular.
Além disso, o álcool reduz os níveis de testosterona e aumenta o cortisol. Essa combinação favorece o catabolismo, ou seja, a perda de massa magra.
Para quem busca hipertrofia, qualquer dose de álcool pode atrasar os resultados de uma semana inteira de treinos intensos.
Cerveja: Calorias vazias e estufamento
A cerveja é uma das bebidas favoritas dos brasileiros, mas carrega o peso do carboidrato proveniente do malte.
Uma lata de 350ml possui, em média, 150 calorias. O maior problema da cerveja na retomada do treino não é apenas o álcool, mas a carga calórica e o índice glicêmico.
O consumo de cerveja causa distensão abdominal e estufamento. Isso ocorre devido à fermentação e ao gás carbônico. Treinar com essa sensação de peso prejudica a mobilidade e o rendimento aeróbico.
Outro ponto é a diurese; embora a cerveja tenha muita água, o álcool inibe o hormônio antidiurético (ADH), levando à desidratação.
Gin: O queridinho das dietas com ressalvas
O gin ganhou espaço por ser considerado uma bebida "low carb". Uma dose de 50ml tem cerca de 110 calorias, praticamente sem carboidratos.
Geralmente misturado com água tônica zero ou especiarias, ele parece ser a opção menos agressiva para a balança.
No entanto, o teor alcoólico do gin é muito superior ao da cerveja (cerca de 40% contra 5%). Isso significa que o impacto hepático e a desidratação podem ser mais rápidos e intensos se não houver controle.
O gin não "engorda" tanto no curto prazo, mas agride o sistema nervoso central com a mesma intensidade, prejudicando a coordenação e o tempo de reação no dia seguinte.
Desidratação e o ciclo de recuperação
A retomada do treino exige tecidos hidratados e eletrólitos equilibrados. O álcool atua como um potente diurético.
A desidratação reduz o volume plasmático, o que faz o coração trabalhar mais para bombear o sangue durante o exercício.
Se você bebeu gin ou cerveja à noite e tenta treinar pela manhã, sua temperatura corporal subirá mais rápido.
O risco de cãibras e lesões musculares aumenta significativamente.
O corpo desidratado também não consegue transportar nutrientes de forma eficiente para as fibras musculares lesionadas pelo esforço físico.
Qual atrapalha mais?
Em termos de recuperação muscular e hidratação, o gin pode ser mais perigoso devido ao alto teor alcoólico concentrado, que acelera a desidratação.
Já a cerveja é mais prejudicial para quem foca na definição abdominal e controle calórico rígido, devido ao volume de carboidratos ingeridos.
Para minimizar os danos na retomada, a regra de ouro é a hidratação intercalada. Para cada dose de álcool, beba dois copos de água.
O ideal é aguardar pelo menos 24 horas entre o consumo de álcool e um treino de alta intensidade para garantir que o fígado tenha processado as toxinas e o glicogênio muscular esteja minimamente restaurado.
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