Nem todo cansaço é normal: quando pode ser resistência à insulina

Sintomas silenciosos podem indicar resistência à insulina, condição que exige atenção

23 fev 2026 - 16h51

A resistência à insulina não dói, não causa febre e raramente leva alguém ao pronto-socorro, mas pode afetar a vida de forma silenciosa. Esse quadro ocorre quando o corpo deixa de responder adequadamente à insulina, hormônio que permite que a glicose entre nas células para gerar energia.

Cansaço em excesso pode ser resistência à insulina
Cansaço em excesso pode ser resistência à insulina
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Para compensar, o pâncreas produz mais insulina, gerando inflamação, desequilíbrios hormonais e aumentando o risco de diabetes tipo 2 ao longo do tempo, explica a médica integrativa Raquel Delatorre, especialista em alterações metabólicas.

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"É um erro achar que apenas quem está acima do peso precisa se preocupar. A resistência à insulina pode estar presente mesmo em pessoas magras e aparentemente saudáveis", alerta Raquel Delatorre, que acompanha pacientes no consultório e nas redes sociais, com mais de 175 mil seguidores.

Sintomas que não devem ser ignorados

Muitas vezes, sinais de resistência à insulina são tratados de forma isolada. Identificar o padrão completo é fundamental. Fique atento a:

  • Dificuldade para perder peso ou acúmulo de gordura abdominal.

  • Fome pouco tempo após as refeições e desejo intenso por doces.

  • Sonolência após comer.

  • Manchas escuras na pele, principalmente em pescoço e axilas.

  • Alterações em exames, como colesterol e triglicerídeos elevados.

Especialistas alertam que ignorar esses sinais pode levar a tentativas de solução isoladas, como dietas temporárias ou aumento do consumo de café, sem tratar a raiz do problema.

Alimentação e resistência à insulina

Comer "saudável" nem sempre é suficiente. A quantidade de carboidrato, a combinação de alimentos e até a ordem em que são consumidos impactam diretamente a resposta do organismo à insulina.

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"Mesmo uma dieta equilibrada pode sobrecarregar o pâncreas se não houver ajuste individualizado", explica Raquel Delatorre.

Estilo de vida que ajuda

Além da alimentação, fatores do dia a dia influenciam a resistência à insulina:

  • Exercícios físicos regulares: aumentam a sensibilidade das células à insulina.

  • Sono de qualidade: evita desregulação de hormônios do apetite e metabolismo.

  • Controle do estresse: cortisol elevado agrava o desequilíbrio glicêmico.

Suplementação e nutrientes

A deficiência de vitaminas e minerais também pode contribuir para cansaço e falta de energia. Avaliar níveis nutricionais no sangue ajuda a personalizar a suplementação e potencializar resultados do tratamento.

Impactos além do diabetes

A resistência à insulina não afeta apenas o risco de diabetes. Ela pode reduzir energia, prejudicar a concentração, alterar o humor e causar ganho de peso progressivo.

"Cuidar da saúde metabólica não é apenas prevenir uma doença futura. É recuperar disposição, clareza mental e bem-estar no presente", destaca a médica.

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Diagnóstico precoce é essencial

Com o aumento global de diabetes e doenças metabólicas, identificar sinais precoces de resistência à insulina é crucial. Um acompanhamento profissional adequado pode ser o divisor de águas entre anos de desgaste silencioso e uma vida com mais equilíbrio.

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