As chamadas "canetas emagrecedoras" se tornaram uma febre no combate à obesidade. No entanto, muitas pessoas têm dúvidas se o efeito é permanente ou se a cirurgia bariátrica ainda é a melhor opção.
A verdade é que ambos são tratamentos para a obesidade, mas funcionam de formas completamente diferentes no corpo. Entenda os limites de cada um.
Como funcionam as canetas (Análogos de GLP-1)
Esses medicamentos imitam hormônios que o corpo produz naturalmente. Eles agem no cérebro aumentando a saciedade e retardando o esvaziamento do estômago.
O emagrecimento acontece porque você sente menos fome. Porém, o efeito dura apenas enquanto o medicamento está no organismo.
Emagrecimento com a caneta é para sempre?
Estudos mostram que, ao interromper o uso sem uma mudança radical no estilo de vida, o reganho de peso é comum. O corpo tende a voltar ao peso anterior quando o estímulo hormonal do remédio acaba.
Por isso, as canetas são vistas como um tratamento de uso crônico ou um suporte para reeducação alimentar, e não uma "cura" definitiva.
Cirurgia bariátrica: uma mudança estrutural
Diferente dos remédios, a cirurgia bariátrica altera a anatomia do sistema digestivo. Ela reduz o tamanho do estômago e, em alguns casos, altera o desvio do intestino.
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Efeito metabólico: A cirurgia altera permanentemente a produção de hormônios da fome;
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Restrição física: Há um limite físico para a quantidade de comida ingerida;
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Indicação: Geralmente reservada para casos de obesidade grave (IMC acima de 35 ou 40) com comorbidades.
Qual a melhor opção?
Não existe uma resposta única. A escolha depende do grau de obesidade, do histórico de saúde e do acompanhamento médico.
Muitos médicos utilizam as canetas como um preparo para a cirurgia ou para tratar pacientes que não têm indicação cirúrgica. Em ambos os casos, a atividade física e a dieta são obrigatórias para o sucesso.
Lembre-se: A obesidade é uma doença crônica. Seja com remédio ou cirurgia, o acompanhamento com endocrinologista e nutricionista deve ser para o resto da vida.