Câncer do colo do útero: SUS oferece teste mais preciso para prevenção

Nova tecnologia incorporada ao sistema público permite identificar o risco da doença com 10 anos de antecedência

10 abr 2026 - 17h53

O combate ao câncer do colo do útero ganhou um reforço histórico no Brasil. O SUS (Sistema Único de Saúde) incorporou oficialmente o teste de DNA-HPV para o rastreamento da doença.

Confira novo exame do SUS para diagnóstico de câncer do colo do útero
Confira novo exame do SUS para diagnóstico de câncer do colo do útero
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), esse câncer mata uma mulher a cada 90 minutos no país. A nova tecnologia promete transformar esse cenário preocupante em algo evitável.

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Detecção com 10 anos de antecedência

Diferente do Papanicolaou tradicional, o novo teste molecular identifica o DNA do vírus antes mesmo das lesões surgirem. Isso antecipa o diagnóstico de forma drástica.

De acordo com dados da Roche Diagnóstica, essa tecnologia permite identificar o risco biológico com até 10 anos de antecedência. Na prática, isso aumenta em quatro vezes a detecção de lesões pré-cancerosas.

Impacto da mudança de paradigma

Para a patologista e diretora do departamento de anatomia e genômica do A.C.Camargo Câncer Center, Dra. Louise De Brot, o teste molecular representa um marco científico.

"A introdução do teste de DNA para HPV representou uma das transformações mais profundas na história da prevenção", afirma a especialista.

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Segundo a médica, o rastreamento deixou de ser uma observação microscópica da consequência celular. Agora, o foco é a identificação objetiva do risco biológico.

Autonomia com a autocoleta

Uma das maiores barreiras do SUS é o acesso de mulheres em áreas remotas ou com traumas médicos. O novo teste permite que a própria mulher colha sua amostra.

Usando um swab (semelhante a um cotonete), a paciente pode realizar a coleta com privacidade. Isso democratiza o combate à doença e aumenta a adesão aos programas preventivos.

Precisão da genotipagem

A tecnologia vai além de dizer se o vírus está presente. Ela revela exatamente qual tipo de HPV a paciente carrega no organismo.

"A genotipagem revelou que os tipos virais não têm o mesmo potencial oncogênico", ressalta a Dra. Louise.

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Distinguir os vírus de maior risco permitiu criar algoritmos clínicos mais refinados. Isso torna o tratamento muito mais direcionado e eficaz para cada caso.

Vacinação e o futuro da saúde pública

A vacina contra o HPV continua sendo indispensável como prevenção primária. No entanto, ela precisa estar aliada ao rastreamento molecular para ser totalmente eficaz.

Segundo a especialista, essa união lança uma era onde a eliminação desse câncer passou a ser uma meta factível. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomenda este método como prioritário.

Fique atenta: Com o diagnóstico precoce, o câncer de colo de útero é amplamente prevenível. Procure o posto de saúde para saber como acessar essa nova tecnologia.

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