O câncer de ovário é uma das doenças ginecológicas que mais preocupam especialistas quando o assunto é diagnóstico precoce. Isso porque os primeiros sinais da doença costumam ser discretos e facilmente confundidos com problemas comuns, como alterações intestinais, desconfortos digestivos ou mudanças hormonais.
Mas dizer que o câncer de ovário é "silencioso" não significa que ele não dê sinais.
Em muitos casos, o corpo emite alertas que merecem atenção, especialmente quando passam a fazer parte da rotina ou persistem por semanas.
Barriga frequentemente inchada, dor pélvica, sensação de saciedade rápida e alterações urinárias estão entre os sintomas mais relatados por mulheres diagnosticadas com a doença.
Reconhecer esses alertas e entender os principais fatores de risco pode ajudar a identificar quando é hora de procurar avaliação médica.
Quais são os primeiros sinais de câncer no ovário?
Identificar o câncer de ovário nas fases iniciais nem sempre é simples. Isso porque seus sintomas podem ser confundidos com problemas digestivos, alterações hormonais ou outras condições ginecológicas mais comuns.
Entre as manifestações mais frequentemente relatadas por mulheres diagnosticadas com a doença estão:
- Inchaço abdominal persistente;
- Sensação constante de barriga estufada;
- Dor ou desconforto na região pélvica ou abdominal;
- Saciedade rápida ao comer;
- Perda de apetite;
- Aumento da frequência urinária;
- Urgência para urinar;
- Cansaço sem causa aparente;
- Perda de peso involuntária;
- Dor durante as relações sexuais.
Mais do que a presença isolada desses sintomas, o que costuma chamar a atenção dos especialistas é sua persistência, frequência ou piora ao longo do tempo.
Onde está a dor do câncer de ovário?
Quando presente, a dor geralmente ocorre na região pélvica, no baixo ventre ou no abdômen.
Nem sempre é uma dor intensa. Muitas mulheres descrevem uma sensação de peso, pressão ou desconforto persistente que não desaparece completamente.
Por ser semelhante a cólicas, alterações intestinais ou outros problemas ginecológicos, esse sintoma pode acabar sendo ignorado ou atribuído a causas menos preocupantes.
Como fica a barriga de quem tem câncer de ovário?
Uma das queixas mais frequentes é a sensação de inchaço abdominal persistente.
Diferentemente do inchaço ocasional após refeições ou durante o período menstrual, o desconforto tende a ser recorrente e pode vir acompanhado de sensação constante de estufamento.
Em casos mais avançados, pode ocorrer aumento do volume abdominal devido ao acúmulo de líquido na cavidade abdominal, condição conhecida como ascite.
Vale lembrar que barriga inchada, isoladamente, não significa câncer. Esse sintoma pode estar relacionado a diversas outras condições digestivas e ginecológicas.
O que pode causar câncer de ovário?
Embora muitas pessoas procurem pelas causas do câncer de ovário, não existe uma causa única conhecida para a doença.
O que a ciência conhece são fatores que podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer.
Entre os principais estão:
- Histórico familiar de câncer de ovário ou câncer de mama;
- Mutações hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2;
- Idade acima dos 50 anos;
- Endometriose;
- Uso prolongado de terapia hormonal após a menopausa, em situações específicas;
- Obesidade.
Ter um ou mais desses fatores não significa que a mulher desenvolverá a doença. Da mesma forma, mulheres sem fatores de risco conhecidos também podem receber o diagnóstico.
Qual exame confirma câncer de ovário?
Não existe um único exame capaz de confirmar sozinho o câncer de ovário.
A investigação normalmente começa com avaliação clínica e exames de imagem, especialmente a ultrassonografia transvaginal.
O médico também pode solicitar o exame de sangue CA-125, um marcador tumoral que pode estar elevado em algumas pacientes. No entanto, ele não serve para confirmar o diagnóstico isoladamente, pois também pode aumentar em condições benignas, como endometriose e inflamações pélvicas.
Quando necessário, exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética ajudam a avaliar a extensão da doença.
A confirmação definitiva depende da análise do tecido obtido por biópsia ou cirurgia, procedimento conhecido como exame anatomopatológico.
Existe exame de rastreamento para câncer de ovário?
Ao contrário do que acontece com o câncer do colo do útero, atualmente não existe um exame de rastreamento recomendado para mulheres sem fatores de risco conhecidos.
Por esse motivo, consultas ginecológicas regulares continuam sendo importantes, especialmente para mulheres com histórico familiar da doença ou mutações genéticas associadas ao aumento do risco.
Quais são as chances de cura do câncer de ovário?
As perspectivas de tratamento dependem principalmente do estágio em que a doença é identificada.
Quando o diagnóstico ocorre nas fases iniciais, as chances de controle da doença e as taxas de sobrevida são significativamente maiores.
O problema é que muitos casos acabam sendo descobertos apenas em estágios mais avançados, justamente porque os sintomas podem ser confundidos com problemas comuns do dia a dia.
Por isso, reconhecer sinais persistentes e procurar avaliação médica quando algo parece diferente do habitual pode fazer diferença no momento do diagnóstico.
Quando procurar um médico?
É recomendável procurar avaliação médica quando sintomas como inchaço abdominal persistente, dor pélvica, saciedade precoce ou alterações urinárias se tornam frequentes, duram várias semanas ou representam uma mudança importante em relação ao padrão habitual do organismo.
Na maioria das vezes, esses sintomas não estarão relacionados ao câncer de ovário. No entanto, identificar a causa é fundamental para receber o tratamento adequado e evitar que problemas importantes passem despercebidos.
Fontes consultadas: Instituto Nacional de Câncer (INCA) | American Cancer Society (ACS) | National Cancer Institute (NCI) dos Estados Unidos.
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