Brasileira cria aparelho que acelera a cicatrização de feridas em diabéticos e evita amputação

Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros pode representar um importante avanço no tratamento de pessoas com diabetes que sofrem com feridas de difícil cicatrização.

6 jul 2026 - 16h03
(atualizado às 17h26)

Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros pode representar um importante avanço no tratamento de pessoas com diabetes que sofrem com feridas de difícil cicatrização. Batizado de Rapha, o equipamento foi criado na Universidade de Brasília (UnB) e promete acelerar a recuperação de lesões, reduzindo o risco de amputações provocadas pelo chamado pé diabético.

A idealizadora do projeto é a professora Suélia Rodrigues, que transformou uma experiência familiar em inspiração para a pesquisa. Segundo ela, o sofrimento do pai, que enfrentava complicações da diabetes e dificuldades para cicatrizar feridas, motivou a busca por uma solução capaz de beneficiar milhares de pacientes.

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Brasileira cria aparelho que acelera a cicatrização de feridas em diabéticos e evita amputação.
Brasileira cria aparelho que acelera a cicatrização de feridas em diabéticos e evita amputação.
Foto: Portal de Prefeitura

O equipamento é resultado de quase 20 anos de estudos conduzidos pelo Grupo de Engenharia Biomédica da UnB, em parceria com o pesquisador Adson Ferreira da Rocha.

Tecnologia combina luz LED e látex natural

O diferencial do Rapha está na união de duas tecnologias que atuam de forma complementar no processo de cicatrização.

O tratamento utiliza uma membrana produzida com látex natural extraído da seringueira, associada à aplicação de uma luz terapêutica de LED. Enquanto o látex estimula a formação de novos vasos sanguíneos, favorecendo a regeneração dos tecidos, a luz potencializa a atividade das células responsáveis pela recuperação da pele.

O procedimento é considerado simples. Após a limpeza da lesão, o curativo é colocado sobre a área afetada e recebe a aplicação da luz por cerca de 30 minutos. Em seguida, a membrana permanece protegendo a ferida por aproximadamente 24 horas, sendo substituída conforme orientação médica.

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Por ser um tratamento não invasivo e de menor custo, a expectativa é ampliar o acesso à tecnologia em hospitais e unidades de saúde.

Equipamento aguarda autorização da Anvisa

O Rapha já passou pela certificação de segurança do Inmetro e aguarda a autorização da Anvisa para iniciar sua fabricação em escala comercial.

A produção ficará sob responsabilidade da empresa Life Care Medical, sediada em São Paulo.

O projeto recebeu apoio de instituições voltadas ao desenvolvimento científico, como Ministério da Saúde, CNPq, Capes, FAPDF e Finatec, com foco na ampliação do acesso à inovação na rede pública de saúde.

Esperança para pacientes com feridas crônicas

Além de pessoas com diabetes, a tecnologia poderá beneficiar pacientes que enfrentam feridas crônicas provocadas por outras doenças ou condições clínicas.

A expectativa dos pesquisadores é que, após a aprovação regulatória, o equipamento seja incorporado aos serviços de saúde, contribuindo para reduzir complicações, acelerar a recuperação dos pacientes e diminuir o número de amputações associadas ao pé diabético, uma das consequências mais graves da diabetes.

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