Sasha Meneghel voltou a falar sobre um tema delicado de sua vida pessoal ao negar os rumores de gravidez que circularam nos últimos dias. Além de esclarecer que não está esperando um bebê, a estilista aproveitou a oportunidade para refletir sobre os impactos que anos de comentários sobre sua aparência tiveram em sua saúde mental, reforçando a importância de respeitar os limites do outro.
A especulação começou depois que seu marido, João Lucas, compartilhou um vídeo do aniversário de Sasha em que aparece com a mão sobre a barriga dela. O gesto foi suficiente para alimentar boatos nas redes sociais, mas a estilista fez questão de esclarecer que, apesar de desejar ser mãe futuramente, esse momento ainda não chegou.
"Não estou grávida. Quando o João postou esse vídeo, falei com ele: 'Amor, vão achar que eu estou grávida'. E ele respondeu: 'Já acham sempre'. Pessoalmente, tenho o sonho de ser mãe. Quero muito ser, mas não estou", afirmou em entrevista ao jornal O Globo.
Quando comentários sobre o corpo deixam marcas
Ao comentar a repercussão, Sasha relembrou que convive com opiniões sobre sua aparência desde muito cedo. Segundo ela, as críticas começaram ainda na infância, quando tinha apenas dez anos, e acabaram afetando sua autoestima e seu bem-estar emocional.
"Opinam sobre meu corpo desde muito novinha. E isso me gerou problemas mentais em alguns momentos da minha vida. Quando criança, era porque era muito cheinha para o padrão que eu deveria ser. As pessoas se sentiram confortáveis o suficiente para opinar no corpo de uma criança de dez anos de idade", contou.
O relato chama atenção para um problema cada vez mais discutido por especialistas: os efeitos que críticas constantes podem causar na construção da autoimagem, especialmente durante a infância e a adolescência, fases em que a identidade e a autoestima ainda estão em desenvolvimento.
A pressão aumentou com as redes sociais
Sasha também revelou que, com a popularização das redes sociais, a exposição se tornou ainda mais difícil de administrar. O medo de ser fotografada e voltar a receber comentários negativos fez com que ela deixasse de fazer programas que antes lhe davam prazer.
"Nessa época, foi quando as redes sociais começaram a crescer e lembro que não queria sair para não ter possibilidade de ser fotografada. Adorava ir para a praia, mas comecei a não me sentir confortável de fazer algo que amava porque os comentários nunca eram carinhosos", desabafou.
Situações como essa ilustram como a pressão estética pode interferir não apenas na percepção do próprio corpo, mas também na qualidade de vida, limitando experiências e afetando o convívio social.
Respeito ao corpo do outro deve ser a regra
Hoje, Sasha afirma que aprendeu a lidar melhor com esse tipo de julgamento, embora ressalte que isso não significa aceitar esse comportamento como algo normal. Para ela, ninguém deveria se sentir autorizado a comentar a aparência ou a saúde de outra pessoa.
"Não é aceitável independentemente se seja por conta de uma magreza, ou porque não é tão magra. Adoro uma frase que é assim: 'Se você não é meu médico, você não deveria estar opinando sobre a minha saúde'. Simples assim", concluiu.
O posicionamento da empresária reforça uma discussão importante sobre empatia e respeito. Afinal, comentários feitos sem intenção de machucar podem ter consequências profundas, especialmente quando recaem sobre questões tão pessoais quanto o corpo e a saúde.