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Reforma sustentável: veja como reduzir o impacto ambiental durante a obra

Escolhas como tintas ecológicas, materiais reciclados, reaproveitamento de móveis e energia renovável ajudam a diminuir os impactos de uma reforma

19 set 2026 - 20h27
Resumo
Planejar reformas sustentáveis reduz o impacto ambiental e o desperdício de recursos. Entre as principais práticas estão o uso de tintas ecológicas ou à base de cal, a adoção da construção a seco com drywall para gerar menos entulho e a escolha de materiais recicláveis com logística reversa e madeira certificada. Investir em energia solar, iluminação LED e ressignificar móveis antigos antes de descartá-los também são medidas essenciais para tornar obras residenciais mais conscientes e eficientes.

Reformar a casa pode transformar os ambientes, mas também gerar uma grande quantidade de resíduos e consumir recursos naturais. Por isso, cada vez mais, escolhas sustentáveis aparecem como parte do planejamento de obras residenciais. Segundo o site 'Casa e Jardim', existem diferentes maneiras de reduzir o impacto ambiental de uma reforma, desde a escolha dos revestimentos até o destino de móveis, materiais e equipamentos que já não serão utilizados.

Escolhas sustentáveis durante a reforma podem reduzir o consumo de recursos e a geração de resíduos
Escolhas sustentáveis durante a reforma podem reduzir o consumo de recursos e a geração de resíduos
Foto: Canva / Bons Fluidos

1. Escolha tintas com menor impacto ambiental

A pintura costuma fazer parte de praticamente toda reforma e, justamente por isso, merece atenção. As tintas ecológicas utilizam matérias-primas renováveis e apresentam uma formulação com menor impacto ambiental. Além disso, a produção dessas opções envolve menos água. Outra alternativa é a pintura com cal, uma técnica antiga que não utiliza compostos orgânicos voláteis, conhecidos como COVs. Dessa forma, a escolha da tinta também pode contribuir para uma obra mais consciente.

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2. Aposte na construção a seco

O sistema de construção a seco aparece como outra possibilidade para quem deseja reduzir o impacto da reforma. O drywall, por exemplo, permite construir paredes e fechar vãos com mais agilidade, além de diminuir a quantidade de resíduos gerados durante a obra. De acordo com a engenheira civil Iza Valadão, entrevistada pela Casa e Jardim, os materiais utilizados nesse tipo de construção permitem personalização e podem ser recicláveis. Além disso, o sistema utiliza menos recursos naturais e reduz a geração de resíduos dentro e fora do canteiro.

3. Prefira materiais que possam ser reaproveitados

Os revestimentos também merecem atenção durante a reforma. Sempre que possível, vale escolher materiais que permitam reaproveitamento ou que possam receber uma nova destinação no futuro. Além disso, algumas empresas já desenvolvem programas de logística reversa para recolher sobras de materiais. A publicação cita, por exemplo, o programa ReStart, da Tarkett, que recebe sobras e recortes de pisos vinílicos para reaproveitá-los na fabricação de novos produtos. No caso da madeira, a procedência também importa. Por isso, quem optar pelo material deve verificar sua origem por meio do Documento de Origem Florestal (DOF), emitido pelo Ibama.

4. Considere fontes de energia renovável

A energia solar também pode fazer parte de uma reforma mais sustentável. A instalação de placas fotovoltaicas permite aproveitar a luz do sol para gerar eletricidade e, assim, diminuir a dependência de outras fontes de energia. No entanto, a escolha depende das características de cada imóvel. Regiões com maior incidência solar, por exemplo, oferecem condições mais favoráveis ao uso da energia fotovoltaica. Em apartamentos e condomínios, sistemas compartilhados também podem representar uma alternativa. Além disso, medidas mais simples ajudam no consumo diário. Trocar lâmpadas convencionais por LED e aproveitar melhor a iluminação natural podem aumentar a eficiência energética da casa.

5. Dê uma nova função aos móveis

Nem tudo que sai do lugar durante uma reforma precisa ir para a caçamba. Antes de descartar móveis e objetos, vale avaliar se eles podem ganhar uma nova função. Uma penteadeira antiga, por exemplo, pode receber uma nova pintura e virar um aparador, um bar ou até um espaço para café. Dessa maneira, a ressignificação prolonga a vida útil das peças e evita um descarte desnecessário. O mesmo cuidado vale para eletrodomésticos. Quando a substituição se torna necessária, procure programas de coleta e descarte adequado para garantir que o equipamento siga para a destinação correta.

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Pequenas escolhas fazem diferença

Uma reforma sustentável não depende de uma única decisão. Pelo contrário, diferentes escolhas ao longo da obra podem reduzir desperdícios e diminuir o consumo de recursos. Por isso, planejar os materiais, reaproveitar o que ainda tem utilidade, escolher produtos de menor impacto e pensar no destino dos resíduos são atitudes que ajudam a tornar a reforma mais consciente. Assim, renovar a casa também pode significar repensar a maneira como consumimos.

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