Há uma geração que cresceu sendo bombardeada pelo mandamento de otimizar tudo: a Geração Z, nascida entre 1997 e 2012, herdou um mundo digital que transformou cada minuto livre em uma oportunidade de crescer, produzir ou, no mínimo, gerar conteúdo.
Aplicativos de produtividade, podcasts de finanças pessoais para ouvir enquanto se pratica exercícios, rotinas de sono calculadas nos mínimos detalhes: a obsessão por maximizar cada aspecto da vida se consolidou na cultura jovem como um novo dogma. E, ainda assim, algo está mudando, porque, em 2026, a mais recente tendência viral não promete mais desempenho, mas justamente o contrário.
O nothing-maxxing é a nova tendência da internet em que as pessoas se sentam, se deitam, olham para o teto ou contemplam a janela sem qualquer tipo de distração: sem celular, sem playlist, sem podcast que prometa curá-las. Apenas silêncio, quietude e calma.
Dito assim, em uma cultura viciada em movimento constante, isso soa absurdo. E é justamente por isso que a prática está ganhando tanta força: o que ela propõe não é um retorno ao tédio da infância nem uma renúncia à ambição, mas, paradoxalmente, a maximização do vazio como ferramenta de restauração mental.
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