Em audiência no Vaticano, o Papa Leão XIV recebeu o cantor e compositor Bob Dylan, laureado com o Prêmio Nobel de Literatura. Durante o encontro, o pontífice utilizou a obra musical do artista norte-americano para lançar um veemente alerta antinuclear à comunidade internacional, unindo diplomacia e poesia na defesa da paz global e contra a ameaça dos arsenais atômicos.
Dois dos Bobs mais conhecidos do Meio-Oeste americano finalmente estiveram frente a frente. O lendário cantor, compositor e poeta, Bob Dylan, de 85 anos — laureado com o Prêmio Nobel de Literatura — foi recebido em uma audiência privada pelo Papa Leão XIV, de 71 anos, (cujo nome de batismo é Robert Prevost) na residência oficial do Pontífice, no Vaticano.
O momento descontraído reuniu o Santo Padre em sua tradicional batina branca e o astro do rock vestindo um casaco preto, luvas e moletom com capuz. A audiência foi intermediada pelo padre Antonio Spadaro, funcionário do Vaticano conhecido por construir pontes entre a Igreja e a cultura popular.
"Era difícil não sentir a emoção de participar de um encontro que tinha um verdadeiro caráter histórico, com a sensação de que, a cada passo pelo Palácio Apostólico, absolutamente tudo poderia acontecer!", celebrou em suas redes sociais.
Troca de presentes entre Bob Dylan e Papa Leão XIV
E para quem ficou curioso, o encontro consistiu em cumprimentos calorosos e uma rápida troca de lembranças cheia de significado. O Santo Padre presenteou o cantor com um terço, enquanto Dylan retribuiu entregando um exemplar de 'Chronicles: Volume One', sua famosa autobiografia.
Nesse sentido, a proximidade do Papa com a obra de Dylan não é nova. Em julho de 2026, no prefácio do livro 'Desarmados e Desarmando: A Paz é uma Dádiva' (publicado pela Editora Vaticana), Leão XIV usou versos de uma composição poética do artista para emitir um alerta severo contra o rearme global e o pesadelo das armas nucleares: "Eu te odeio porque você é feita pelo homem, pertence ao homem e é manipulada pelo homem"
O histórico de Bob Dylan com os Papas
Ademais, esta não foi a primeira vez que o lendário do rock esteve com o líder da Igreja Católica:
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1997 (Bolonha): Dylan apresentou-se para mais de 300 mil jovens no 23º Congresso Eucarístico Nacional, diante do Papa João Paulo II.
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Clássicos no palco: Na ocasião, o cantor interpretou sucessos como 'Knockin' on Heaven's Door' e 'A Hard Rain's A-Gonna Fall'.
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O discurso marcante: Em sua homilia, João Paulo II citou 'Blowin' in the Wind': "Vocês me perguntam: quantas estradas um homem deve percorrer antes de poder ser chamado de homem? Apenas uma. Só existe uma estrada para o homem, e essa é a estrada de Jesus."
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