Sua memória está falhando? Entenda quando isso pode ser um sinal de alerta

Especialistas explicam o que é esquecimento normal e quando investigar problemas de memória

22 abr 2026 - 13h59

Esquecer onde deixou as chaves ou perder um compromisso pode ser comum. No entanto, quando as falhas de memória se tornam frequentes, podem indicar um sinal de alerta para a saúde.

Esquecimentos frequentes podem indicar sinais de alerta e devem ser avaliados por um médico
Esquecimentos frequentes podem indicar sinais de alerta e devem ser avaliados por um médico
Foto: SHutterstock / Saúde em Dia

Sua memória está falhando? 

Esquecimentos pontuais fazem parte da rotina e podem ocorrer em qualquer idade. Situações de estresse, cansaço ou sobrecarga mental costumam explicar esses lapsos.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 55 milhões de pessoas vivem com demência no mundo. A Doença de Alzheimer representa grande parte desses casos.

No Brasil, o envelhecimento da população tem contribuído para o aumento dessas condições. Esse cenário reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico.

A médica patologista clínica Maria Gabriela de Lucca Oliveira, do DB Diagnósticos, explica a diferença entre o normal e o preocupante. "Falhas pontuais fazem parte da vida. O problema é quando a pessoa passa a esquecer informações recentes com frequência", afirma.

Ela também alerta para outros sinais importantes. "Repetir as mesmas perguntas ou ter dificuldade para realizar tarefas habituais são indícios que merecem atenção", completa.

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Sinais de alerta para perda de memória

Alguns sintomas podem indicar que o esquecimento vai além do esperado. Nesses casos, é importante buscar avaliação médica.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Esquecimento frequente de fatos recentes.
  • Dificuldade para encontrar palavras ou se expressar.
  • Desorientação no tempo ou no espaço.
  • Mudanças de comportamento ou personalidade.
  • Dificuldade para realizar atividades do dia a dia.

Além das demências, outros fatores também podem afetar a memória. Distúrbios do sono, ansiedade e depressão estão entre as causas mais comuns.

Deficiência de vitaminas e alterações hormonais também podem interferir na função cognitiva. Por isso, a investigação clínica é essencial para identificar a origem do problema.

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Quando procurar ajuda médica

A avaliação médica pode incluir exames laboratoriais e testes específicos, dependendo de cada caso. O objetivo é identificar causas tratáveis e orientar o melhor tratamento.

O diagnóstico precoce é fundamental para retardar a progressão de doenças neurodegenerativas. Também ajuda a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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Manter hábitos saudáveis faz diferença na preservação da memória ao longo da vida. Alimentação equilibrada, atividade física e sono de qualidade são essenciais.

A especialista reforça a importância de agir rapidamente diante dos sinais. "Quanto antes a investigação for iniciada, maiores são as chances de preservar a função cognitiva", destaca.

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