Muitas mulheres buscam academias para tratar o acúmulo de gordura nas pernas e braços, mas o esforço exagerado pode ter um efeito reverso. Para quem convive com o lipedema, uma doença crônica que causa dor e sensibilidade ao toque, exercícios de alto impacto representam um grande desafio físico. Segundo o cirurgião vascular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), Herik Oliveira, essas atividades podem aumentar o inchaço e o desconforto significativamente.
Por que a gordura não diminui com o treino comum?
A frustração é um sentimento comum entre as pacientes que não veem resultados, mesmo com dietas e treinos rigorosos. O especialista esclarece que "o lipedema provoca uma inflamação crônica no tecido subcutâneo e nas articulações, o que torna a região sensível à dor". Diferente da gordura comum, o lipedema não responde apenas ao estilo de vida. O especialista afirma que "atividades muito intensas podem aumentar o acúmulo de ácido lático e a sensação de peso nas pernas devido à dificuldade de drenagem linfática".
O caminho para o exercício sem dor
Apesar dos riscos do impacto, manter o corpo em movimento é indispensável para controlar a inflamação e a mobilidade. A recomendação médica é focar em atividades de baixo impacto que respeitem os limites das articulações do quadril, joelhos e tornozelos. Oliveira, por fim, orienta que "exercícios como hidroginástica, natação, ioga e musculação com carga moderada costumam ser melhor tolerados". O segredo do sucesso no tratamento está no diagnóstico correto e em um treino adaptado que evite a dor excessiva e a fadiga crônica.