Dia do Perdão: reflexões de Leandro Karnal para deixar as mágoas para trás

A data convida a repensar a forma como reagimos ao que nos fere e a entender que perdoar pode ajudar a recuperar a tranquilidade

28 ago 2026 - 17h40
(atualizado em 29/8/2026 às 10h40)
Resumo
No Dia do Perdão (30 de agosto), reflexões de Leandro Karnal destacam o desafio de superar mágoas e conflitos cotidianos. Para o historiador, perdoar não significa ignorar os fatos, mas decidir não gastar energia com ressentimentos contínuos. Karnal defende que a vida flui melhor ao não transformar qualquer incômodo em ofensa pessoal, permitindo que o indivíduo aja contra injustiças sem perder a serenidade, libertando-se de feridas passadas para manter o equilíbrio e a própria paz interior.

O Dia do Perdão, celebrado em 30 de agosto, convida a olhar com mais atenção para as mágoas que permanecem na rotina. A data também pode ser uma oportunidade para repensar a maneira como lidamos com conflitos, ofensas e situações que despertam raiva.

A data convida a refletir sobre as mágoas que carregamos e o verdadeiro significado do perdão diante daquilo que nos fere
A data convida a refletir sobre as mágoas que carregamos e o verdadeiro significado do perdão diante daquilo que nos fere
Foto: Reprodução/Instagram/@leandro_karnal / Bons Fluidos

Para o historiador e pensador Leandro Karnal, o perdão está longe de ser uma atitude simples. "O perdão é um grande desafio. Perdão é uma questão muito importante. Tratado por psicanalistas, tratado por religiosos, tratado por todas as fontes do pensamento filosófico", apontou em suas redes sociais.

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A reflexão ganha ainda mais força quando a pessoa percebe que perdoar não precisa significar fingir que nada aconteceu. O desafio pode estar justamente em decidir quanto daquele episódio continuará ocupando espaço na própria vida.

Nem toda ofensa precisa virar um conflito

Um dos pensamentos de Karnal está relacionado à maneira como reagimos aos pequenos incômodos do cotidiano. Para ele, não transformar cada situação em uma ofensa pessoal pode fazer diferença na forma como encaramos a vida.

"A vida funciona melhor se você não se ofende por qualquer coisa. A vida flui se você é capaz de ignorar ofensas", orientou.

Isso não significa aceitar tudo em silêncio. Em determinadas circunstâncias, é necessário reconhecer um problema e tomar uma atitude. No entanto, a reação não precisa fazer com que a pessoa permaneça presa ao episódio depois que ele termina.

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Segundo o pensador, então, a vida flui quando a pessoa é capaz de passar por cima daquilo que a incomoda. Se o indivíduo interfere em uma injustiça, impede uma violência e, ainda assim, mantém sua paz e sua serenidade, ele alcança o equilíbrio.

O que merece a sua energia?

Outro ponto da reflexão está na capacidade de não carregar determinados conflitos por tempo indefinido. Depois de reconhecer uma situação e fazer o que está ao alcance, continuar alimentando o ressentimento pode manter a pessoa emocionalmente ligada ao episódio.

Karnal resume essa ideia ao falar sobre a diferença entre direcionar a energia para o que realmente aconteceu e permanecer preso às próprias feridas: "porque sua raiva está dirigida apenas para o fato e sua energia se concentra apenas no fato e não no seu espelho partido, imitado e mal resolvido."

Por isso, o Dia do Perdão pode ser uma oportunidade para observar quais situações ainda despertam reações desproporcionais e quais delas realmente precisam continuar recebendo atenção. "Em outras palavras, gente feliz não torra, não pega no pé dos outros. Gente de feliz, aliás, não se preocupa com a vida dos outros", concluiu.

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