Como identificar e tratar problemas de ouvido em cães e gatos

Sem tratamento adequado, infecções podem evoluir e causar maiores complicações à saúde do animal

24 jun 2026 - 08h57

Problemas de ouvido em cães e gatos, como diferentes formas de otite e a chamada sarna otodécica, aparecem com mais frequência do que muitos tutores imaginam e já acendem um alerta dentro dos consultórios veterinários. Um levantamento do PetCenso Saúde, da Petlove, que analisou dados de mais de 1 milhão de pets dentro do ecossistema da empresa, identificou um aumento significativo do tema no cuidado com animais.

Segundo o médico-veterinário da Petlove Pedro Risolia, o problema costuma ter origem multifatorial, mas está frequentemente associado a condições do ambiente do próprio ouvido. "Otites bacterianas são ocasionadas por bactérias oportunistas na cavidade auricular, que encontram um ambiente propício para proliferação, decorrentes, normalmente, do acúmulo de umidade, podendo ou não estar associado a um algum problema crônico ou falta de prevenção adequada", explica.

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O profissional ressalta que raças com orelhas caídas, como Cocker Spaniel, Beagle, Golden Retriever e Basset Hound, acabam mais expostas, já que o formato favorece o abafamento do conduto auditivo.

Como identificar a otite em cães e gatos

No dia a dia, os sinais costumam aparecer primeiro no comportamento. Coceira constante na região da orelha, vermelhidão, excesso de cera, odor mais forte — muitas vezes descrito como adocicado em casos de fungos — além do hábito de balançar a cabeça com frequência ou esfregar o ouvido em móveis estão entre os principais indicativos de que algo não vai bem.

Além da observação dos sinais, a prevenção depende de cuidados regulares e acompanhamento veterinário. Animais que passam por check-ups frequentes tendem a ter diagnósticos mais precoces, já que esse acompanhamento facilita a identificação de ácaros e inflamações antes da piora do quadro.

Entre os exames laboratoriais considerados mais complexos, a análise citológica otológica se destaca como a principal entre cães e aparece na sexta posição no ranking de gatos. O exame é capaz de identificar a presença de bactérias, fungos, parasitas e sinais de inflamação no ouvido, funcionando como uma ferramenta importante para o diagnóstico de diferentes quadros relacionados à otite.

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No cotidiano, medidas simples também ajudam a reduzir o risco, como proteger o ouvido com algodão hidrófobo durante o banho e manter a higienização com cautela, respeitando intervalos para não comprometer a proteção natural do conduto auditivo.

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