A escolha entre pintura e papel de parede em imóveis alugados depende do custo e da entrega do imóvel. A pintura tradicional tem menor custo inicial, mas exige repintura nas cores originais ao fim do contrato. Já o papel de parede adesivo é mais caro, porém oferece instalação rápida, sem sujeira e remoção simples. Para evitar dores de cabeça na desocupação, o modelo adesivo se destaca pela praticidade, enquanto a tinta é mais econômica se você mesmo puder pintar antes de devolver as chaves.
Personalizar um imóvel alugado para deixá-lo com a sua cara nem sempre é uma tarefa simples. Uma das primeiras decisões na hora de renovar os ambientes envolve escolher entre pintar as superfícies ou aplicar um papel de parede. Para além da estética e do aconchego, a escolha envolve aspectos financeiros, práticos e legais que precisam ser observados com atenção antes de qualquer transformação.
O que diz a regra e o contrato de locação
Para o advogado Daniel Blanck, especialista em direito imobiliário, a melhor escolha para quem vive de aluguel é aquela que possa ser revertida com total segurança e que esteja amparada por um acordo claro entre as partes. "Se a intervenção alterar significativamente o acabamento do imóvel, o inquilino deve conversar com o proprietário antes de executá-la e combinar por escrito se o material poderá permanecer na saída ou se deverá ser retirado e a parede recomposta", esclareceu o advogado à revista 'Casa e Jardim'.
Assim, a decisão final dependerá diretamente do tempo de permanência no imóvel, do orçamento disponível e do estado atual das superfícies:
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Para evitar riscos: "Quando a preocupação principal é reduzir o risco de problemas na devolução, a pintura costuma ser a opção mais previsível, especialmente por ser mais simples de retocar e de recompor", ponderou.
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Para transformações sem obras: A aplicação de revestimentos não é proibida. "Ele pode ser uma boa solução para quem deseja transformar o ambiente sem uma reforma mais ampla, desde que sua instalação seja previamente autorizada e feita de maneira compatível com o imóvel", completou o especialista.
Nesse sentido, em locações curtas, o advogado recomendou optar por uma pintura em tom neutro ou por papéis autoadesivos de boa qualidade e efetivamente removíveis. Em contratos mais longos, por outro lado, o papel de parede traz maior liberdade estética e resultados marcantes.
Vantagens e desvantagens da pintura
Do ponto de vista estético, a pintura costuma ser a alternativa mais simples e versátil.
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Economia e facilidade: A tinta tende a ser a escolha mais barata, desde que a estrutura esteja conservada. "Se for necessário aplicar massa e lixar todo o apartamento, o custo aumenta. Em geral, considerando que o imóvel alugado costuma ser entregue em bom estado, a pintura tende a ser uma opção mais econômica", detalhou a arquiteta Isabella Nalon ao veículo.
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Manutenção simples: Riscos e marcas do dia a dia são facilmente corrigidos apenas com pequenos retoques de tinta.
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O ponto de atenção: Cores muito escuras exigem várias demãos na hora de entregar o apartamento de volta. Além disso, pintar gera cheiro, sujeira e exige tempo de secagem e proteção para os móveis.
Prós e contras do papel de parede em imóvel alugado
O papel de parede consegue mudar a percepção do cômodo de forma muito rápida e sem a sujeira de uma obra, trazendo estampas, texturas e padrões únicos.
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Aplicação em pontos estratégicos: "Às vezes, aplicar papel em uma única parede já é suficiente para transformar todo o ambiente, enquanto uma mudança com tinta poderia envolver as demais superfícies", opinou a arquiteta Cilene Lupi.
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Cuidados com a remoção: A instalação exige mão de obra especializada e a escolha de bons materiais. "O papel de parede é rápido de aplicar e oferece estampas lindas, mas, quando é retirado, a parede pode ficar comprometida. Dependendo da forma como o contrato determina que o apartamento deve ser devolvido, isso pode se tornar um problema", analisou Isabella.
É possível retirar o papel de parede sem estragar a tinta?
Segundo as arquitetas, não existe uma garantia absoluta de que a remoção não deixará marcas. "Isso depende da qualidade da tinta existente, do estado da parede, do tempo que essa pintura tem e, principalmente, do tipo de cola utilizada", pontuou Lupi.
"Às vezes, a remoção deixa manchas de cola ou arranca pequenos pedaços da massa da parede. São problemas que podem ser resolvidos sem grandes dificuldades, mas exigem reparos", concluiu Nallon. Por isso, a retirada deve ser feita de forma gradual e com muito cuidado.