O look usado por Rosângela Lula da Silva, a Janja, em banquete oficial com o presidente Lula, oferecido pelo presidente da República da Coreia, Lee Jae-myung chamou a atenção. A primeira-dama brasileira vestiu o traje tradicional coreano hanbok, assim como Kim Hea Kyung, mulher do presidente daquele país.
O traje pode ser usado por homens e mulheres, claro, com suas diferenças. A versão feminina é composta por saia ampla de cintura alta (chima) e casaco curto ajustado ao busto (jeogori). A masculina traz calça larga (baji) e casaco na parte superior. A modelagem prioriza mobilidade e conforto, com linhas simples e amarrações no lugar de botões.
O jeogori é transpassado na frente e finalizado com laço. O de Janja e Kim Hea têm o mesmo modelo, assim como a saia ampla. Ambas usam tons pastel: Janja mais rosado e a primeira-dama coreana em tonalidade cinza-azulada. O jeogori de ambas tinham bordados de flores. "Como você está linda", disse Kim Hea ao recepcionar Janja.
Historicamente, as cores e os tecidos indicavam posição social e estado civil. Tons vibrantes eram comuns nas celebrações, enquanto cores mais sóbrias marcavam o cotidiano ou determinadas fases da vida. Seda e materiais nobres compunham as vestes das pessoas de classe social elevada. Já as pessoas menos abastadas usavam peças de algodão.
Suas origens remontam ao período dos Três Reinos da Coreia (aproximadamente do século I a.C. ao século VII d.C.), mas o modelo que conhecemos hoje foi consolidado durante a Dinastia Joseon (1392-1897).
Não é a primeira vez que Janja usa a vestimenta. No começo deste mês, durante visita à Associação Brasileira dos Coreanos, em São Paulo, recebeu um hanbok com saia azul e jaqueta branca. "Está sendo uma honra para mim usar um traje tão tradicional e tão lindo", disse na ocasião.
Hoje, o hanbok é usado principalmente em casamentos, festas tradicionais e datas comemorativas, além de aparecer em releituras contemporâneas na moda e na cultura pop, com modelagem mais leve e em tecidos menos incorpados.