O grupo Dolce & Gabbana confirmou nesta sexta-feira (10) a saída de um de seus fundadores, o estilista Stefano Gabbana, do cargo de presidente da grife.
No entanto, segundo um comunicado oficial, essa mudança não terá impacto nas "atividades criativas" realizadas pelo designer para a empresa.
"O Grupo Dolce & Gabbana, como parte de um processo natural de evolução organizacional e de governança, confirma que Stefano Gabbana renunciou aos seus cargos nas empresas Dolce & Gabbana Holding Srl, Dolce & Gabbana Trademarks Srl e Dolce & Gabbana Srl, com efeito a partir de 1º de janeiro de 2026", diz a nota da grife.
"Essa renúncia não tem qualquer impacto nas atividades criativas realizadas por Stefano Gabbana para o grupo", acrescenta o comunicado.
A D&G se pronunciou após a saída de Gabbana, 63 anos, ter sido noticiada pela Bloomberg, que publicou que o estilista também avalia o futuro de sua participação de 40% no grupo.
Além disso, a agência de notícias revelou que a Dolce & Gabbana estaria negociando com bancos a reestruturação de uma dívida de aproximadamente 450 milhões de euros. Sobre o débito, a empresa afirmou que "não tem nada a declarar no momento", pois as tratativas "ainda estão em curso".
Com a renúncia de Gabbana, a grife passou a ser presidida por Alfonso Dolce, irmão de Domenico Dolce, o outro fundador da marca, que foi criada em 1985, na cidade italiana de Legnano, nos arredores de Milão.
Juntos, Dolce e Gabbana formaram uma das colaborações mais bem-sucedidas da alta-costura, explorando as raízes sicilianas de Domenico para criar modelos que valorizam a silhueta feminina e que atraíram estrelas como Madonna e Monica Bellucci.
Nos últimos anos, no entanto, diversas grifes vêm sofrendo com a contração do mercado de luxo, cenário que já fez a Versace ser adquirida pela Prada em 2025. .