Quem viveu os anos 2000 provavelmente vai reconhecer na hora. A sapatilha transparente da Melissa, modelo Zig Zag, lançada em parceria com os irmãos Fernando Campana e Humberto Campana em 2004, marcou época e virou febre entre adolescentes e jovens adultas. Alguns anos depois, outro modelo dominou vitrines e corredores de escola: a clássica sapatilha preta com laço na ponta, que remetia diretamente ao estilo patricinha da personagem Blair Waldorf, da série "Gossip Girl".
Havia versões para todos os gostos. Cores variadas, acabamentos diferentes e um ponto em comum: conforto aliado a um toque de estilo. Mas o sucesso estrondoso acabou cobrando seu preço. Possivelmente, o excesso de popularidade transformou o item em alvo de críticas e, com o tempo, surgiu um consenso nada gentil: o calçado passou a ser considerado "cringe", gíria popularizada pela Geração Z para definir algo que provoca vergonha alheia ou constrangimento.
Hoje, porém, a história começa a dar uma reviravolta curiosa.
A origem da sapatilha que conquistou o mundo
Apesar de parecer um item moderno, o sapato sem salto tem raízes bem antigas. Em entrevista à revista Elle, a especialista Valeska Nakad, coordenadora do curso de Design de Moda da Faculdade Belas Artes, em São Paulo, lembra que o conceito já existia há séculos. "Maria Antonieta usava sapatos baixos, por exemplo", explica.
Mas, ainda de acordo com a revista, a sapatilha como conhecemos hoje ganhou forma graças à designer Rose Repetto, de origem italiana e rad...
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