Durante muitos anos, convivemos com um estigma que, antes da popularização dos jogos casuais e da democratização do acesso aos videogames, levava à ideia de que um adulto que continua jogando depois dos 30 anos era imaturo. Para os millennials que mantiveram esse hábito, cercados por uma geração que enxerga esse interesse como uma forma de escapar da vida adulta e de suas obrigações, a psicologia traz uma perspectiva que muitas vezes passa despercebida.
Mais do que recorrer ao discurso já conhecido sobre os benefícios dos videogames, o que os estudos da ciência do comportamento indicam não é uma defesa incondicional da prática, mas uma tentativa de entender por que continuar jogando após os 30 pode ser, na verdade, uma resposta coerente ao contexto em que essa geração está inserida.
Por que seguimos jogando depois dos 30
Antes de a geração Z assumir o posto, os millennials eram considerados a geração mais preparada da história. Eles cresceram sob a promessa de que educação e esforço garantiriam conquistas ainda maiores do que as de seus pais. No entanto, basta observar o cenário econômico atual e o mercado imobiliário para perceber por que muitos se sentem frustrados.
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