O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar publicamente a postura do papa Leão XIV diante de crises globais. Para o líder republicano, o pontífice demonstra uma compreensão limitada sobre a realidade geopolítica atual, especialmente no que tange ao papel do Irã e suas ambições bélicas no Oriente Médio.
Trump questiona conhecimento do pontífice sobre o Irã
O presidente americano foi direto ao expressar sua insatisfação com os constantes apelos de paz emitidos pelo líder religioso. De acordo com o republicano, a autoridade papal não deveria interferir em assuntos militares complexos sem o devido contexto estratégico. "Ele não entende, e não deveria estar falando sobre guerra, porque não tem ideia do que está acontecendo. Ele não entende que 42 mil manifestantes foram mortos no Irã no mês passado", comentou o presidente em entrevista concedida ao prestigiado jornal Corriere della Sera. A crítica central de Trump reside na convicção de que o Irã representa uma ameaça nuclear imediata que o Vaticano parece ignorar.
A tensão escalou a ponto de atingir aliados europeus. O presidente não poupou críticas à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que anteriormente classificou os ataques ao Papa como inaceitáveis. Trump rebateu as declarações da premiê com o mesmo vigor. "Ela que é inaceitável, porque não se importa se o Irã tem uma arma nuclear e explodiria a Itália em dois minutos se tivesse a chance", disparou o americano. Ele demonstrou surpresa com a postura da líder italiana, afirmando que "as pessoas gostam da Meloni? Não consigo imaginar. Estou chocado com ela. Pensei que ela fosse corajosa, mas me enganei".
Papa Leão XIV foca em mensagens de humildade e paz
Enquanto os ataques partiam de Washington, o papa Leão XIV manteve seu foco em questões humanitárias e na condenação da violência sistêmica. Durante uma visita ao Lar das Irmãzinhas dos Pobres para Idosos, na Argélia, o pontífice evitou responder diretamente às ofensas pessoais, mas reforçou sua posição espiritual contra o autoritarismo. "O coração de Deus está dilacerado por guerras, violência, injustiça e mentiras. Mas o coração do nosso Pai não está com os ímpios, os arrogantes, os orgulhosos: o coração de Deus está com os humildes e os simples, e com eles Ele avança, dia após dia, o Seu Reino de amor e paz. Ele não se alia aos valentões", declarou o líder da Igreja Católica.
Mesmo com a distância diplomática, a possibilidade de um encontro entre as duas lideranças parece cada vez mais remota. Em entrevista posterior à CBS News, Trump descartou qualquer tentativa de contato telefônico com o Papa Leão XIV. O presidente foi enfático ao proferir um "não" sobre a possibilidade de diálogo. "Ele está errado em relação a essas questões. Não acho que ele deva se envolver em política. Acho que ele provavelmente aprendeu isso com essa experiência", afirmou o republicano, sugerindo que o pontífice, o primeiro americano a ocupar o cargo, deve medir melhor suas intervenções públicas.