Três acusados vão a júri por mortes de estudante da UFRGS e comerciante em Porto Alegre

Sarah Silva Domingues, de 28 anos, e Valdir dos Santos Pereira, de 53, foram mortos a tiros na Ilha das Flores, em janeiro de 2024; segundo o Ministério Público, comerciante era o alvo da ação

14 set 2026 - 20h19
Resumo
Três homens vão a júri nesta quinta-feira em Porto Alegre pelas mortes a tiros da estudante da UFRGS Sarah Domingues e do comerciante Valdir Pereira, ocorridas em janeiro de 2024 na Ilha das Flores. Segundo a acusação, o comerciante foi o alvo dos disparos por se opor ao tráfico de drogas local, enquanto a universitária acabou atingida acidentalmente enquanto fazia entrevistas para seu TCC. Os réus responderão por homicídio qualificado e pelo uso de arma de fogo de uso restrito.

Três homens acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) serão julgados pelo Tribunal do Júri na próxima quinta-feira (17), no Foro Central de Porto Alegre, pela morte a tiros da estudante de Arquitetura da UFRGS Sarah Silva Domingues, de 28 anos, e do comerciante Valdir dos Santos Pereira, de 53. O crime ocorreu em 23 de janeiro de 2024, na Ilha das Flores, quando os investigados teriam passado pelo local em uma motocicleta e efetuado disparos. Conforme a acusação, o comerciante era o alvo por se opor à atuação do tráfico de drogas na comunidade, enquanto Sarah foi atingida ao realizar entrevistas para o Trabalho de Conclusão de Curso.

Foto: Reprodução/Redes Sociais / Porto Alegre 24 horas

De acordo com o MPRS, Sarah estudava a realidade da Ilha das Flores com o objetivo de contribuir para a melhoria das condições da comunidade. Ela estava no local quando foi atingida pelos tiros.

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O comerciante, segundo a investigação, teria sido morto por se posicionar contra a atuação do tráfico de drogas na região. A estudante não seria o alvo dos criminosos, mas acabou atingida durante o ataque.

Inicialmente, quatro pessoas foram denunciadas pelos homicídios qualificados por motivo torpe e pelo uso de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas. A denúncia também aponta o emprego de arma de fogo de uso restrito.

Uma das pessoas denunciadas foi impronunciada pela Justiça e não será submetida ao julgamento. Com isso, três acusados irão a júri nesta quinta-feira.

A promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, responsável pela denúncia, atuará na acusação ao lado do promotor Octavio Cordeiro Noronha. O julgamento deverá analisar a participação individual dos réus e as circunstâncias das mortes.

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