O número de ocorrências de roubos de carga no estado de São Paulo caiu 34,3% de janeiro a maio, de acordo com o levantamento do sindicato que representa as empresas de transporte rodoviário de cargas da capital.
A pesquisa do Setcesp aponta 1.060 casos no acumulado do ano, até maio, contra 1.613 ocorrências no mesmo período do ano passado. De acordo com o estudo da entidade, os números de roubos de cargas no estado estão em tendência de queda.
No comparativo com os primeiros meses do ano passado, janeiro de 2026 apresentou 350 casos, uma queda de 27,4%. Em fevereiro, o número de casos passou de 319 para 199 (-37,6%). Em março, foram 206 ocorrências, frente a 302 no ano anterior (-31,7%). Em abril, o recuo foi de 36,8%. Já em maio, houve 193 registros, ante 308 no mesmo mês de 2025, consolidando a trajetória de redução.
"Mesmo assim, o roubo de cargas é uma grande preocupação do transportador brasileiro, que é obrigado a investir grandes quantias em gerenciamento de risco, escolta de frotas, rastreadores e seguros para proteger suas operações", observa Marcelo Rodrigues, presidente do Setcesp.
Ele lembra que o problema não é novo: "Há décadas, as empresas de transporte rodoviário de cargas investem até 15% de seu faturamento em ações para mitigar os riscos de roubo. A queda das ocorrências em São Paulo representa um alívio para as transportadoras e reflete uma maior ação das forças policiais e da segurança pública para combater este tipo de crime nas ruas e estradas do Brasil", diz
De acordo com Luigi Rosolen, diretor da West Cargo, transportadora paulista que opera no transporte internacional, o roubo de cargas é um tema sensível ao setor, que demanda muito trabalho de gerenciamento de risco e preocupação.
Ele explica que o número em queda apresentado pelas entidades reflete os casos que tiveram êxito, mas não mostra as tentativas frustradas dos criminosos contra as cargas das empresas.
"Graças ao trabalho das empresas na prevenção ao roubo de cargas, o número de tentativas frustradas é grande. Isso se dá pelo fato de nós investirmos pesado em ações de segurança", diz. Segundo ele, na West Cargo, 30% dos custos são concentrados em ações contra o risco de roubo de cargas, incluindo treinamentos de equipes para prevenir o crime.