A implementação do padrão da Placa Mercosul no Brasil teve como um de seus principais objetivos a criação de um banco de dados compartilhado entre os países do bloco. Na prática, isso permite que autoridades argentinas ou uruguaias consultem o histórico de um veículo brasileiro através do QR Code, combatendo o tráfico de veículos e facilitando a identificação em caso de infrações.
A placa antiga ainda vale? Sim. Se você possui a placa cinza e ela está em bom estado e com o lacre intacto, não é obrigado a trocá-la para viajar. No entanto, se o lacre romper durante a viagem ou se a placa for danificada, você terá problemas legais fora do país. A placa Mercosul elimina o lacre físico, utilizando uma película de segurança e o código digital para validação.
Documentos que a Placa Mercosul não substitui
Apesar da facilitação visual e sistêmica, a placa é apenas um dos itens. Para viajar pelos países vizinhos, você ainda precisa obrigatoriamente de:
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Seguro Carta Verde: O seguro obrigatório para veículos brasileiros em países do Mercosul. Ele cobre danos a terceiros.
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Documento do Veículo (CRLV-e): Deve estar no nome do condutor. Caso o carro seja de terceiros ou de empresa, é necessária uma autorização de viagem autenticada em cartório.
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Identidade (RG) ou Passaporte: A CNH é aceita para dirigir, mas para o controle migratório (entrada e saída), o RG original (com menos de 10 anos de emissão) ou o Passaporte são os documentos exigidos.
Atenção ao Triângulo e Extintor: Países como a Argentina possuem exigências de segurança diferentes, como a obrigatoriedade de dois triângulos e, em algumas províncias, o kit de primeiros socorros e o cambão (barra de ferro para reboque).