Petróleo cai após sinais de aperto monetário nos EUA e rumores de avanço em Ormuz

28 ago 2026 - 18h55
Resumo
Os preços do petróleo caíram na semana, com o Brent recuando mais de 5% e o WTI mais de 4%. A desvalorização foi impulsionada por sinais do Federal Reserve sobre possíveis altas nos juros dos EUA para conter a inflação e por rumores de um acordo para restabelecer o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. O aumento recente no fluxo de escoamento pelo estreito surpreendeu o mercado, atenuando temores de oferta mesmo em meio às fortes sanções americanas e às tensões entre EUA, Israel e Irã.

Os preços do ‌petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira, registrando também queda na semana, à medida que os operadores avaliavam indícios sobre a política de combate à inflação do Federal Reserve dos Estados Unidos e rumores de um possível acordo sobre o tráfego marítimo ⁠pelo Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$89,31 ‌por barril, com queda de 0,43%. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) fecharam a US$83,40 por barril, com ‌queda de 0,16%.

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Na semana, o Brent fechou ‌com queda de mais de 5% e o WTI, ⁠de mais de 4%.

Após comentários do novo chair do Fed, Kevin Warsh, apontando para um possível aumento da taxa de juros ainda este ano para conter a inflação, os preços do petróleo caíram ainda mais, disse Phil Flynn, analista sênior do ‌Price Futures Group.

"Os mercados (globais) de produtos parecem sólidos diante de novos ‌ataques da Ucrânia ⁠a refinarias russas", ⁠disse Flynn. "Mas há muitos rumores de que poderíamos ver um acordo para ⁠reabrir o Estreito de ‌Ormuz no fim de semana."

A ‌guerra dos EUA e de Israel contra o Irã completou seu sexto mês nesta sexta-feira.

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Os operadores acompanhavam a recuperação instável do fluxo de petróleo pelo estreito, por onde ⁠passavam 20% da produção global de petróleo antes do início da guerra.

"O mercado foi surpreendido pelo fluxo adicional, pelo corredor de transporte Irã-Omã e pelas alegações dos EUA sobre a remoção de minas", disse o ‌analista da Rystad, Janiv Shah.

"A queda semanal provavelmente se deve ao volume disponível que consegue sair do Estreito e ao ⁠ritmo de aumento dos fluxos. Isso permitiria que as refinarias asiáticas adquirissem e consumissem", disse ele.

Nesta semana, os EUA anunciaram o que chamaram de "as sanções mais duras da história" contra o Irã. Teerã afirmou que as sanções eram um "ato desumano e hostil" que havia perdido sua eficácia.

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Os mediadores estão intensificando os esforços para conseguir a reabertura do Estreito de Ormuz. Teerã concordou em elaborar uma lista de condições para restaurar o tráfego normal depois que um emissário do Catar pressionou os iranianos a respeitar a liberdade de navegação.

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