O segredo na sua cozinha que pode turbinar a memória e o aprendizado

Estudo revela como os compostos da canela podem proteger o cérebro contra o declínio cognitivo

11 mar 2026 - 16h39

A canela é muito mais do que um simples condimento para polvilhar sobre doces ou aromatizar pratos salgados. Considerada uma das especiarias mais antigas da humanidade, ela possui registros de uso que remontam à China de 2500 a.C. e à antiga cultura árabe, onde era valorizada por suas propriedades conservantes em carnes. Extraída da casca interna de árvores do gênero Cinnamomum, essa iguaria atravessou milênios como um pilar da culinária global, sendo cultivada hoje em regiões de clima quente que vão do Brasil ao Sri Lanka e diversas ilhas do Pacífico.

Canela
Canela
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Recentemente, o interesse pela canela deixou as cozinhas e ganhou os laboratórios de neurociência. Pesquisadores da Universidade de Ciências Médicas de Birjand, localizada no Irã, decidiram investigar profundamente os impactos dessa planta na saúde mental. Eles conduziram uma revisão científica abrangente, compilando dezenas de estudos anteriores para entender como o consumo regular dessa casca aromática poderia influenciar diretamente a capacidade de memorização e a agilidade no aprendizado de novos conteúdos.

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Compostos bioativos da canela ajudam a combater proteínas ligadas a doenças

A análise detalhada incluiu cerca de 40 pesquisas experimentais e clínicas que focaram nos benefícios neurológicos da planta. De acordo com o artigo científico publicado pelos especialistas, "a canela e seus compostos bioativos podem influenciar a função cerebral e afetar características comportamentais". Entre os elementos mais promissores identificados pelos cientistas estão o eugenol, o cinamaldeído e o ácido cinâmico, substâncias que demonstraram efeitos positivos significativos em testes laboratoriais e experimentos com animais.

Os resultados apontaram que esses compostos podem ser aliados poderosos na redução do acúmulo de proteínas beta-amiloide e tau, ambas fortemente associadas ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Além de auxiliar na limpeza dessas substâncias prejudiciais, a canela parece aumentar a viabilidade das células nervosas. Embora a genética e a idade sejam fatores determinantes para a memória, os pesquisadores afirmaram que a canela pode ser um suplemento útil para prevenir ou retardar o declínio cognitivo em um estilo de vida saudável.

Apesar do entusiasmo com as descobertas, a comunidade acadêmica mantém a cautela necessária. Os especialistas esclareceram que são necessários mais estudos clínicos em humanos para confirmar esses efeitos com total precisão. Além disso, o consumo deve ser moderado. A presença de cumarina na especiaria pode afetar o fígado se ingerida em excesso. Por isso, pessoas com doenças hepáticas, gestantes, lactantes ou indivíduos que utilizam medicamentos anticoagulantes devem consultar um médico antes de aumentar o consumo diário desta poderosa especiaria.

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