Nova vacina contra a gripe aprovada pela Anvisa tem eficácia de até 73%

A fórmula trivalente protege contra as cepas A e B. O imunizante foi autorizado para aplicação em pessoas a partir dos seis meses de idade

14 jul 2026 - 17h19

A prevenção contra doenças respiratórias ganhou um importante reforço no cenário nacional. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo imunizante contra a gripe. Batizada de Fluprevli, a vacina é do tipo trivalente e age diretamente no combate ao vírus influenza. A autorização de uso foi publicada de forma oficial nesta segunda-feira.

Anvisa registra nova vacina contra a influenza com eficácia de até 73%
Anvisa registra nova vacina contra a influenza com eficácia de até 73%
Foto: Canva / Perfil Brasil

Nova vacina contra a gripe aprovada pela Anvisa tem eficácia de até 73%

A decisão técnica permite a aplicação do produto em bebês a partir de seis meses. Os testes clínicos apresentaram resultados sólidos de proteção para diferentes faixas etárias. A eficácia média atingiu a marca de 73% nos pacientes adultos. Já nos grupos infantis, o índice de proteção registrado chegou a 65%.

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Além do mais, os exames laboratoriais comprovaram que a fórmula induz uma forte resposta de defesa no organismo. Os pacientes vacinados apresentaram ótimos índices de soroproteção e de soroconversão em curto período. O sistema de defesa dos voluntários passou a produzir anticorpos eficientes contra o patógeno logo após a aplicação.

O avanço dos casos no país e a distribuição pública

Por outro lado, o lançamento da ferramenta preventiva ocorre em um momento de atenção epidemiológica. O país registrou um aumento expressivo no total de casos de síndrome respiratória aguda grave neste ano. De janeiro a maio, os órgãos de saúde computaram mais de 7,7 mil ocorrências decorrentes do patógeno. Os subtipos H1N1 e H3N2 respondem por grande parte dos diagnósticos confirmados nos laboratórios públicos.

Diante desse cenário, o volume de óbitos por problemas respiratórios segue preocupando os médicos. Foram registradas 505 mortes confirmadas por gripe no primeiro semestre do ano. Os especialistas temem que os dados reais sejam ainda maiores. Diversos casos de insuficiência pulmonar aguda evoluíram para óbito sem que o agente causador original fosse devidamente identificado. Os públicos considerados de maior risco para as complicações da doença continuam sendo os idosos, as crianças pequenas e as gestantes.

Em vista disso, a distribuição do insumo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda depende de avaliações burocráticas complementares. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) precisa analisar a relação de custo-benefício do produto. Após essa etapa técnica, caberá ao Ministério da Saúde aprovar a compra e definir o cronograma de distribuição nacional. Fica evidente que o avanço vacinal serve como a principal barreira para frear o contágio comunitário.

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