A inteligência artificial tem ampliado a automação das etapas iniciais dos processos seletivos. Atividades como confirmação de requisitos, coleta de informações profissionais e registro das respostas podem ser realizadas por sistemas conversacionais, que organizam os dados para análise posterior do RH.
A tecnologia coleta e estrutura as informações iniciais, enquanto a avaliação e a decisão sobre a contratação permanecem sob responsabilidade de recrutadores e gestores.
Uma das ferramentas utilizadas nesse contexto é o Entrevistador por IA, desenvolvido pela Empregare, que conduz entrevistas por WhatsApp ou site, 24 horas por dia. Segundo dados operacionais da empresa, o sistema já realizou mais de 12 mil entrevistas e reduziu em até 90% o tempo destinado à triagem inicial nos processos analisados.
"A ferramenta de entrevista por IA trouxe mais agilidade e eficiência para os nossos processos seletivos. Hoje conseguimos avaliar um volume muito maior de candidatos em menos tempo, com maior assertividade na identificação das experiências e competências necessárias para cada posição. Isso otimiza a agenda da equipe, reduzindo o tempo dedicado às etapas iniciais, de modo que conseguimos direcionar as etapas presenciais ou síncronas para os profissionais mais qualificados, sem comprometer a agenda da equipe, além de garantir mais agilidade e escalabilidade às seleções. Além disso, os candidatos recebem feedback em tempo real sobre o desempenho na entrevista, o que impacta positivamente a experiência dele no processo seletivo", afirma Graciely Gasparini, Analista de Gestão de Pessoas na Sicoob.
IA no recrutamento ganha força no mercado
A adoção da inteligência artificial acompanha uma transformação mais ampla no setor de recursos humanos. Levantamento da Resume Builder indica que quase 70% das empresas poderiam usar IA em algum ponto da contratação até o fim de 2025, enquanto 23% já utilizavam a tecnologia para conduzir entrevistas.
O '2025 AI in Hiring Report, da Insight Global', aponta que 98% dos gestores pesquisados perceberam ganhos de eficiência com IA no processo seletivo, mas 93% ainda consideram a participação humana essencial. Os dados reforçam que a tecnologia tende a assumir tarefas operacionais, enquanto a análise dos candidatos e a decisão final continuam humanas.
Entrevistas iniciais ficam disponíveis 24 horas por dia
A triagem reúne tarefas repetitivas, como revisar informações, confirmar requisitos, realizar contatos iniciais e registrar respostas. Em empresas com muitas vagas ou alto volume de inscrições, a demora entre a candidatura e o primeiro retorno pode comprometer a velocidade da contratação.
Com entrevistas automatizadas, essa etapa deixa de depender exclusivamente da agenda do recrutador. O candidato responde pelo WhatsApp ou pelo site no horário em que tiver disponibilidade, e as informações ficam organizadas para análise do RH.
A tecnologia não substitui a conversa humana: assume parte da coleta inicial para que o recrutador chegue às etapas decisivas com mais contexto.
WhatsApp reduz barreiras para o candidato
A escolha do WhatsApp acompanha um comportamento consolidado no Brasil. Dados da Statista estimam cerca de 147,68 milhões de usuários do aplicativo no país, que também é apontado pela Forbes como um dos principais mercados da plataforma.
Na prática, o candidato não precisa instalar outro aplicativo, aprender a usar uma nova plataforma ou depender de computador. Para quem prefere um ambiente mais formal, a entrevista também pode ser realizada pelo site da empresa.
Ao final, o candidato recebe feedback instantâneo com pontos positivos, oportunidades de melhoria e o histórico da conversa. Esse retorno contribui para a experiência do profissional e para a marca empregadora.
IA valida currículo, aprofunda respostas e pontua candidatos
Nos processos tradicionais, a entrevista inicial costuma seguir perguntas padronizadas, mesmo para candidatos com experiências diferentes. Com a ferramenta da Empregare, a conversa pode considerar os requisitos da vaga e as informações presentes no currículo.
Quando uma resposta é vaga ou incompleta, o sistema solicita esclarecimentos antes de encerrar a entrevista. Ao final, o recrutador recebe o histórico estruturado da conversa, com pontuação e informações organizadas sobre cada candidato. A decisão continua humana, mas parte de uma base mais clara do que anotações, e-mails ou planilhas isoladas.
IA conversacional chega à rotina do RH
As entrevistas automatizadas fazem parte do avanço da inteligência artificial conversacional, que utiliza processamento de linguagem natural e aprendizado de máquina para interpretar interações digitais. Segundo a Fortune Business Insights, esse mercado deve crescer de US$ 17,97 bilhões em 2026 para US$ 82,46 bilhões em 2034.
No recrutamento, a tecnologia já começa a integrar a operação. Ao permitir entrevistas por WhatsApp ou site, validar informações, aprofundar respostas, pontuar candidatos e centralizar os dados em um painel, a IA atende a uma necessidade concreta das empresas: contratar com mais agilidade, escala e controle.
Para o RH, o principal ganho é reduzir o peso das tarefas operacionais e dedicar mais tempo à análise, à experiência do candidato e às decisões que exigem julgamento humano.
Luís Marino
Com mais de 25 anos de experiência na liderança e no desenvolvimento de equipes em empresas nacionais e multinacionais, Luís Marino é graduado em Psicologia e possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas, especialização em Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung e formação executiva em Gestão de Pessoas. Também é formado em Educação Física, com especializações em Atividade Física Personalizada e Fisiologia do Exercício, e em Medicina Tradicional Chinesa - Acupuntura. Sua formação multidisciplinar contribui para uma abordagem holística da gestão de pessoas, integrando bem-estar físico, saúde mental e desenvolvimento profissional.
Website: https://www.empregare.com