Zelensky declara que irá retomar ataques a refinarias russas

Ucraniano expressou 'frustração' com abalo nas relações com EUA

15 out 2026 - 09h56
Resumo
Volodymyr Zelensky anunciou a retomada dos ataques a refinarias russas após Moscou bombardear a Ucrânia, violando uma trégua energética mediada pelos EUA da qual Kiev não participou. O líder ucraniano expressou frustração com os EUA e com a lentidão proposital da rede de satélites Starlink na linha de frente, que prejudicou a defesa do país. Donald Trump negou o corte de inteligência, enquanto Elon Musk atribuiu o controle do sistema a Washington e declarou que Zelensky deveria deixar o poder.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que irá retomar os ataques a refinarias russas. A declaração foi dada ao Financial Times após a Rússia bombardear o país vizinho em meio a um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos - mas sem a participação do líder de Kiev.

    Na entrevista, Zelensky expressou frustração com uma interrupção "perigosa" no compartilhamento de informações de inteligência por parte dos EUA, bem como, com a degradação simultânea do serviço de internet via satélite Starlink, fornecido pela SpaceX.

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    "A pausa [nos ataques a refinarias] acabou", disse o ucraniano ao Financial Times na reportagem publicada nesta quinta-feira (15).

    Zelensky afirmou que Kiev suspendeu os ataques a refinarias russas por três dias para atender a pedidos de Washington; no entanto, Moscou continuou a bombardear a Ucrânia durante esse período. Ele afirmou ainda que seus militares não receberam nenhum aviso prévio sobre os ataques com mísseis russos, enquanto as comunicações via satélite Starlink sofreram uma redução de velocidade em todo o país, afetando as operações na linha de frente.

    O líder de Kiev rejeitou a hipótese de que as interrupções no Starlink teriam sido causadas por uma falha técnica.

    Ao mesmo tempo, o presidente americano, Donald Trump, negou que os EUA tenham deixado de compartilhar informações de inteligência com a Ucrânia, depois de ter anunciado um pacto com Moscou que flexibilizou as sanções contra a Rússia em troca da liberação de grandes quantidades de diesel para o mercado global.

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    Já o CEO da SpaceX, Elon Musk, explicou que os sistemas Starshield ? a rede de satélites de uso militar baseada no Starlink ? pertencem ao governo dos EUA e são controlados por ele, cabendo a Washington, em última instância, determinar eventuais limitações de velocidade.

    "Este massacre irá continuar. Está na hora de Zelensky sair", escreveu Musk no X ao comentar a entrevista no Financial Times.

    Enquanto a publicação sugere que a principal preocupação do ucraniano é o fim da guerra e a realização de eleições presidenciais, Musk acredita ter chegado o momento de Zelensky deixar o cargo em meio às tensões crescentes em torno da guerra e do uso do serviço Starlink.

    No domingo (11), Trump anunciou uma trégua entre Rússia e Ucrânia para suspender os ataques contra infraestruturas energéticas. No entanto, o líder de Kiev declarou que não havia sido informado sobre o cessar-fogo.

    Mesmo diante da suposta trégua, na madrugada de quarta-feira (14), Moscou realizou diversos bombardeios contra a Ucrânia, deixando mortos e feridos, além de interromper o fornecimento de água e luz em diversas áreas. .

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