Trump se reúne com executivos do setor de defesa e fala sobre aumento da produção enquanto EUA atacam Irã

6 mar 2026 - 18h11
(atualizado às 20h20)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se ‌com executivos de sete empresas do setor de defesa nesta sexta-feira, conforme anunciou em uma postagem na mídia social, enquanto o Pentágono trabalha para reabastecer os suprimentos reduzidos pelos ataques dos EUA ao Irã e outras operações militares recentes.

A reunião enfatiza o esforço do governo Trump para reforçar os estoques de armamentos depois que a operação contra o Irã consumiu ⁠munições.

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"Acabamos de concluir uma reunião muito boa com as maiores empresas de fabricação (no setor) de ‌defesa dos EUA, onde discutimos a produção e os cronogramas de produção", disse Trump em uma postagem na mídia social.

Participaram da reunião empresas como Lockheed Martin, RTX, BAE Systems, ‌Boeing, Honeywell Aerospace, L3Harris e Northrop Grumman, disse Trump.

Os negociadores ‌do Pentágono não conseguiram chegar a um acordo com as grandes empreiteiras de ⁠defesa tão rapidamente quanto gostariam, disse uma autoridade dos EUA à Reuters nesta semana.

O governo vem aumentando constantemente a pressão sobre as empresas do setor de defesa para que priorizem a produção em detrimento dos pagamentos aos acionistas. Trump assinou uma decreto em janeiro para identificar as empreiteiras consideradas de baixo desempenho em contratos enquanto distribuem lucros aos acionistas.

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Desde que a ‌Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 e as operações militares de Israel em Gaza, os ‌EUA reduziram os estoques de ⁠armas em bilhões de ⁠dólares, incluindo sistemas de artilharia, munição e mísseis antitanque.

Em um sinal dos preparativos em andamento antes da ⁠reunião desta sexta-feira, o vice-secretário de Defesa, Steve ‌Feinberg, realizou uma chamada com empreiteiros ‌de defesa selecionados na noite de quarta-feira, um desenvolvimento não relatado anteriormente, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com o assunto, falando sob condição de anonimato. O Pentágono não respondeu a um pedido de comentário.

No centro das negociações estão os acordos com grandes ⁠empreiteiras como a Lockheed Martin, disseram duas fontes do governo e um executivo do setor. Em janeiro, a empresa fechou um acordo de sete anos com o Pentágono para aumentar a capacidade de produção anual de seus interceptores de mísseis PAC-3 para 2.000 unidades por ano, em comparação com cerca de 600 ‌anteriormente. A empresa anunciou que espera quadruplicar a produção de seus interceptores de mísseis Terminal High Altitude Area Defense, ou THAAD, de 96 para 400 por ano.

Na postagem na ⁠mídia social após a reunião desta sexta-feira, Trump disse que as empresas haviam concordado em quadruplicar a produção de munições guiadas de precisão, mas esclareceu que os esforços para aumentar a produção começaram há três meses.

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A demanda por sistemas de defesa aérea, como o PAC-3, aumentou entre os Estados Unidos e seus aliados em meio ao aumento das tensões geopolíticas e ao conflito no Irã.

A reunião da Casa Branca também pode coincidir com o lançamento de um pedido de orçamento suplementar de cerca de US$50 bilhões, que a Reuters foi a primeira a informar na terça-feira. Os novos recursos pagariam pela substituição de armas usadas em conflitos recentes, incluindo os do Oriente Médio. O valor é preliminar e pode mudar dependendo da duração da operação.

O pedido de suplemento viria além de um adicional de US$150 bilhões em gastos com defesa incluídos em outra medida.

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