Trump recua e desiste de transmitir fuzilamento ao vivo

Presidente explicou que nem todos gostariam de presenciar execução

15 out 2026 - 12h32
(atualizado às 12h46)
Resumo
Donald Trump recuou e cancelou a transmissão ao vivo da execução por fuzilamento de Nidal Hasan, autor do massacre de Fort Hood que deixou 13 mortos em 2009. A exibição pública havia recebido fortes críticas internacionais da ONU e do Vaticano. Apesar da desistência do streaming, a pena capital segue marcada para 3 de dezembro e poderá ser assistida presencialmente por parentes das vítimas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de transmitir por streaming a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, autor do massacre de Fort Hood.

Pais de vítima do massacre de Fort Hood caminham entre fotos de militares mortos
Pais de vítima do massacre de Fort Hood caminham entre fotos de militares mortos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Ele morrerá, conforme planejado, diante de um pelotão de fuzilamento, mas o evento não será transmitido ao vivo", disse Trump no Truth nesta quinta-feira (15).

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O mandatário explicou que gostaria que "o mundo testemunhasse como os EUA tratam terroristas" como Hasan, "um homem muito mal e perverso, que matou 13 pessoas, incluindo uma militar grávida, e feriu outros 32 inocentes".

"No entanto, muitas pessoas íntegras e bem-intencionadas preferem não assistir à sua morte, seja por meio de transmissão ao vivo ou de qualquer outro recurso visual", pontuou Trump.

O republicano reforçou ainda que os familiares mais próximos das vítimas poderão "acompanhar a execução presencialmente, se assim desejarem".

"Eles merecem ver a justiça sendo feita", acrescentou o chefe de Estado.

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A aplicação da pena está prevista para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento composto por soldados.

Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército americano, abriu fogo contra militares e funcionários no Centro de Processamento de Prontidão de Soldados, em Fort Hood, em novembro de 2009. O ataque deixou 13 mortos e 32 feridos.

Na semana passada, o governo Trump anunciou que o fuzilamento de Hasan seria transmitido ao vivo para que "todos entendam que existem consequências graves para esse tipo de coisa".

A decisão foi criticada a nível internacional, como pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Vaticano. 

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