Trump e Irã ameaçam intensificar conflito com ataques a instalações de energia e água

22 mar 2026 - 12h41

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Irã ameaçaram ampliar a guerra atacando instalações de energia e dessalinização no Golfo, um possível aumento das hostilidades que pode aprofundar uma crise regional e elevar as preocupações nos mercados globais.

Sirenes de ataque aéreo soaram em Israel desde as primeiras horas ⁠da manhã de domingo, alertando sobre a chegada de mísseis do Irã, depois ‌que dezenas de pessoas ficaram feridas durante a noite em dois ataques separados nas cidades de Arad e Dimona, no sul de Israel.

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As Forças ‌Armadas israelenses disseram horas depois que estavam atacando ‌Teerã em resposta.

Os riscos de agravamento do conflito regional, destacados por uma ⁠ameaça iraniana de atingir as usinas de dessalinização dos Estados do Golfo, que têm escassez de água, são especialmente graves para os países desérticos cujas populações e economias dependem das instalações de produção de água.

Enquanto alguns, como Arábia Saudita, Omã e Emirados Árabes Unidos, podem recorrer a mais de um mar, ‌outros -- incluindo Catar, Barein e Kuweit -- ficam aglomerados ao longo da costa do ‌Golfo, sem litoral alternativo, ⁠deixando as usinas de ⁠dessalinização críticas expostas a qualquer escalada que vise a energia e a infraestrutura.

No sábado, ⁠Trump ameaçou "obliterar" as usinas de energia do ‌Irã se Teerã não ‌reabrir totalmente o Estreito de Ormuz em 48 horas, sugerindo uma escalada significativa apenas um dia depois de ele ter falado em "reduzir" a guerra, agora em sua quarta semana.

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O Irã disse no domingo que atacaria a ⁠infraestrutura dos EUA, bem como as instalações de energia e dessalinização no Golfo, além de fechar completamente o estratégico Estreito de Ormuz, se Trump levar a cabo sua ameaça, que ele fez enquanto fuzileiros navais dos EUA e embarcações pesadas de desembarque continuavam a ‌se dirigir para a região.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, escreveu no X que a infraestrutura crítica e as instalações de energia ⁠no Oriente Médio poderiam ser "irreversivelmente destruídas" caso as usinas iranianas fossem atacadas.

Mais de 2.000 pessoas foram mortas durante a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que derrubou os mercados, elevou os custos dos combustíveis, alimentou os temores de inflação global e convulsionou a aliança ocidental do pós-guerra.

"A ameaça do presidente Trump colocou agora uma bomba-relógio de 48 horas de elevada incerteza sobre os mercados", disse o analista de mercado do IG Tony Sycamore, prevendo que os mercados acionários caiam na segunda-feira, uma vez que o fornecimento de energia continua tenso.

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