EUA e Irã impõem condições para fim da guerra, diz mídia

Washington quer desativação de usinas nucleares; Teerã, fim de bases americanas

22 mar 2026 - 12h39
(atualizado às 12h51)

Os Estados Unidos e o Irã impuseram suas condições para um cessar-fogo, revelou a imprensa dos dois países neste domingo (22).

EUA e Israel deram início à guerra no Irã em 28 de fevereiro
EUA e Israel deram início à guerra no Irã em 28 de fevereiro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo a Axios, os enviados especiais do presidente Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, estão criando um time para negociar com Teerã a pedido do chefe de Estado americano.

Publicidade

Nos últimos dias, não houve contatos diretos entre os EUA e o Irã, mas Egito, Catar e Reino Unido atuaram como intermediários na troca de mensagens, enfatizaram fontes ao portal.

Segundo relatos, Cairo e Doha informaram a Washington e Tel Aviv que Teerã tem interesse em iniciar negociações, embora "sob condições muito rígidas".

A informação foi confirmada pela agência de notícias Tasnim, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica, enumerando seis condições para o fim da guerra: garantir que o conflito não se repita; fechar as bases militares americanas na região; pagar indenizações ao Irã; além de encerrar o conflito contra todos os grupos regionais ligados à nação persa e implementar um novo regime jurídico para o Estreito de Ormuz. Por fim, Teerã pede ainda para "processar e extraditar jornalistas anti-Irã".

Por sua vez, de acordo com a Axios, os EUA também estabeleceram o mesmo número de imposições, que vão desde a interrupção do programa de mísseis por cinco anos ao não enriquecimento de urânio.

Publicidade

Outras condições impostas por Washington são: a desativação das instalações nucleares de Natanz, Isfahan e Fordow; protocolos rigorosos de supervisão externa relativos à produção e utilização de centrífugas e equipamentos relacionados; tratados de controle de armas com países do Oriente Médio, incluindo uma capacidade máxima de mil mísseis; e a proibição de financiamento a grupos afiliados, como o Hezbollah, no Líbano, os Houthis, no Iêmen, ou o Hamas, na Faixa de Gaza. 

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações