Trump deve se reunir com refinarias e varejistas de combustível na próxima semana,  dizem fontes

27 ago 2026 - 18h30
(atualizado às 19h17)
Resumo
Donald Trump se reunirá com refinarias e varejistas para pressionar pela redução dos preços da gasolina nos Estados Unidos. Diante da queda de sua aprovação às vésperas das eleições legislativas, o presidente critica os lucros das petrolíferas e busca mitigar o impacto financeiro sobre os consumidores gerado pela guerra contra o Irã, que desestabilizou o fornecimento global de petróleo e elevou os combustíveis no país.

O presidente norte-americano, Donald ‌Trump, deve se reunir com refinarias e varejistas de combustível dos EUA na próxima semana para destacar os esforços para reduzir os preços da gasolina, à medida que seu governo busca aliviar a pressão sobre os consumidores causada pela guerra contra o ⁠Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato de novembro, ‌disseram fontes a par do assunto.

Os riscos políticos são altos para Trump e seus pares republicanos, que tentam defender maiorias ‌estreitas no Congresso em novembro. A ‌guerra contra o Irã tem se tornado cada vez mais ⁠impopular, enquanto os preços mais altos da gasolina ameaçam minar a promessa de campanha de Trump para 2024 de reduzir o custo de vida. Uma pesquisa Reuters/Ipsos mostra que o índice de aprovação de Trump caiu para 33%, com apenas 31% ‌dos norte-americanos aprovando o conflito.

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Espera-se que entre os participantes da reunião ‌estejam refinarias como a ⁠Valero Energy Corp , ⁠a Marathon Petroleum Corporation e a PBF Energy Inc , além de grandes varejistas, ⁠segundo duas fontes a par ‌dos planos.

As maiores empresas ‌petrolíferas e refinarias dos EUA divulgaram sólidos resultados no segundo trimestre, à medida que a guerra com o Irã desorganizou os mercados globais de energia e reduziu a oferta ⁠de gasolina e outros produtos refinados.

Esses resultados geraram críticas de Trump, que argumentou que as empresas petrolíferas que se beneficiam dos preços mais altos deveriam fazer mais para reduzir os custos para os consumidores. Trump tem ‌pressionado publicamente os principais produtores e refinarias a baixarem os preços.

O conflito elevou os preços do petróleo e da gasolina ao ⁠interromper os fluxos de energia pelo Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo mundial antes da guerra que começou em 28 de fevereiro. O preço da gasolina comum nos EUA tem ficado acima de US$4 por galão (3,8 litros), cerca de US$1 a mais do que há um ano, criando um fardo econômico especialmente visível para os eleitores às vésperas das eleições de meio de mandato.

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Os preços do petróleo chegaram a atingir US$112 por barril por conta do conflito, embora o petróleo bruto tenha recuado desde então, à medida que o transporte marítimo pelo estreito foi parcialmente retomado.

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