Seis tripulantes da embarcação com origem nos Estados Unidos interceptada pela guarda costeira de Cuba em suas águas territoriais na semana passada foram acusados formalmente de "terrorismo", anunciou, nesta terça-feira, 3, o Ministério Público do país.
Eles faziam parte de um grupo de dez indivíduos armados interceptados na última quarta-feira, 25, suspeitos de tentar se infiltrar em Cuba. Quatro tripulantes da embarcação morreram e os outros seis ficaram feridos.
O promotor Edward Robert havia anunciado no último sábado, 28, em um programa da TV nacional cubana, que os seis detidos seriam acusados de "crimes de terrorismo".
A bordo do barco, de matrícula americana, havia armas de vários calibres e quase 13 mil munições. Ainda de acordo com Havana, o incidente aconteceu quando uma embarcação da guarda costeira cubana se aproximou do barco para solicitar identificação e os tripulantes responderam abrindo fogo.
Infiltrações de comandos armados procedentes do sul do estado da Flórida para realizar atentados em Cuba foram frequentes após a vitória da Revolução Cubana, em 1959.
Na semana passada, Havana afirmou que Washington estava disposta a colaborar com a investigação, em um contexto de tensão crescente com os Estados Unidos. /AFP