Sobreviventes de abuso aprovam acordo de US$800 mi com Arquidiocese de Nova York

25 out 2026 - 10h21
Resumo
A Arquidiocese de Nova York firmou um acordo de US$ 800 milhões para encerrar ações de cerca de 1.300 sobreviventes de abuso sexual cometido pelo clero. Considerado o segundo maior da história dos Estados Unidos, o pacto evita a falência da instituição e prevê a liberação de documentos sobre os agressores. Além do valor indenizatório, as vítimas conquistaram o direito de processar seguradoras da Igreja por compensações adicionais.

Sobreviventes de ‌abuso sexual cometido por integrantes do clero concordaram com um acordo de US$800 milhões com a Arquidiocese de Nova York, informaram advogados no sábado. ⁠O acordo resolve ações movidas ‌por cerca de 1.300 pessoas.

A Arquidiocese Católica de Nova York concordou ‌com o pagamento em ‌maio, em um dos maiores ⁠acordos financeiros firmados nos Estados Unidos em meio à onda de processos relacionados a abusos sexuais cometidos por membros do clero.

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A banca Jeff ‌Anderson & Associates, que representa 300 sobreviventes de ‌abuso, classificou ⁠o ⁠acordo como "um momento poderoso na busca por justiça".

O ⁠acordo ‌é superado apenas ‌pelo acordo de US$880 milhões firmado pela Arquidiocese de Los Angeles em 2024.

A Igreja Católica pagou bilhões ⁠de dólares em acordos nos Estados Unidos nos últimos anos, após Nova York e outros Estados aprovarem leis que ‌permitiram temporariamente que vítimas de abuso sexual infantil apresentassem ações judiciais relacionadas ⁠a crimes ocorridos décadas antes.

Além do acordo de US$800 milhões, a arquidiocese concordou em divulgar documentos relacionados a autores de abusos sexuais ligados à Igreja.

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O acordo também permite que os sobreviventes processem as seguradoras da Igreja em busca de indenizações adicionais, mas evita que a arquidiocese entre em processo de recuperação judicial (falência).

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