O governo da Rússia minimizou rumores sobre a morte de uma cientista por peste pulmonar em um laboratório na Sibéria, afirmando que a situação sanitária é estável e alertando contra especulações. Apesar do posicionamento de Moscou, autoridades dos Estados Unidos e da União Europeia declararam monitorar o caso atentamente, embora descartem alarme imediato. Causada pela bactéria Yersinia pestis, a doença atinge os pulmões, mas é tratável com antibióticos se diagnosticada com rapidez.
O governo da Rússia pediu nesta segunda-feira (5) cautela a respeito de um suposto caso de peste pulmonar na Sibéria, enquanto autoridades dos Estados Unidos e da União Europeia afirmaram que monitoram a situação.
O posicionamento de Moscou chega em meio a rumores de que uma pesquisadora teria morrido por conta da doença após se contaminar por meio de uma proveta quebrada em um laboratório de pesquisas contra peste em Irkutsk.
Veículos russos independentes chegaram a publicar que dezenas de pessoas teriam sido colocadas em quarentena. "A situação sanitária em Irkutsk é estável", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acrescentando que as informações oficiais são divulgadas somente pela Rospotrebnadzor, agência de saúde pública da Rússia.
"Não podemos dar ouvidos a rumores e especulações. A agência conta com profissionais altamente qualificados neste campo", destacou Peskov.
Enquanto isso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, assegurou que o governo americano está "monitorando de perto" o suposto caso de peste, porém descartou que haja motivo para "alarme". "É para ficarmos de olho na situação", ressaltou.
Já o poder Executivo da União Europeia disse estar em contato com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) para acompanhar o caso "muito atentamente. "A saúde pública é uma prioridade para a Comissão Europeia, então jamais subestimamos os riscos nesse sentido", declarou um porta-voz.
A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, a mesma da peste bubônica, que dizimou boa parte da população europeia na Idade Média. Esta última, também chamada de "peste negra", provoca infecções nos gânglios linfáticos, enquanto a peste pulmonar (ou pneumônica), como o próprio nome indica, atinge os pulmões.
Ambas são tratadas com antibióticos, com boas chances de cura se diagnosticadas rapidamente. A Europa não registra um caso de peste há mais de 50 anos, segundo a Comissão Europeia, e a patologia surge esporadicamente nas Américas, na África e na Ásia. Apenas os Estados Unidos contabilizam em média sete casos por ano de peste pulmonar.