Purdue Pharma será condenada, abrindo caminho para acordo sobre opioides

28 abr 2026 - 17h23

A ‌Purdue Pharma compareceu ao tribunal federal de Nova Jersey nesta terça-feira para ser sentenciada sob a acusação de enganar os órgãos reguladores do governo norte-americano e pagar propinas a médicos para impulsionar as vendas ⁠de opioides.

A definição da sentença vai concluir um processo ‌de confissão que abre caminho para a empresa se dissolver em falência e usar seus ativos para ‌financiar um acordo de US$7,4 bilhões ‌destinado a compensar pessoas prejudicadas pela epidemia ⁠de opioides.

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A juíza distrital Madeline Cox Arleo, em Newark, Nova Jersey, se disse inclinada a aceitar o acordo, mas afirmou que primeiro quer ouvir as vítimas da crise de opioides. Várias das vítimas enviaram cartas ‌ao tribunal com histórias pessoais de sofrimento, perda e ‌dependência, e mais ⁠de 30 ⁠foram chamadas para falar no tribunal.

Alexis Pleus, cujo filho -- Jeff -- ⁠morreu após tomar opioides ‌por causa de ‌uma lesão no futebol e se tornar viciado, disse à juíza que o acordo não faria justiça.

"A punição não condiz com o crime e pedimos ⁠que rejeite esse acordo", disse Pleus.

A empresa concordou em pagar US$5,5 bilhões em multas, mas boa parte não será paga devido a um acordo de 2020 com o ‌Departamento de Justiça dos EUA, no qual a agência cobrará apenas US$225 milhões.

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O acordo permite que a Purdue ⁠destine seus ativos remanescentes ao pagamento de credores — em sua maioria governos estaduais e municipais — que ficaram encarregados de arcar com os custos e as consequências da crise dos opioides em suas comunidades.

O advogado da Purdue, Eli Vonnegut, disse no tribunal nesta terça-feira que o acordo cumpre as promessas feitas no litígio de falência, mesmo que as vítimas da crise de opioides tenham direito a muito mais do que a empresa pode pagar.

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