O Parlamento da Groenlândia aprovou por unanimidade uma proposta para proibir a exploração e mineração em águas profundas até 2030, com possibilidade de renovação bienal. A medida contraria recentes declarações de Donald Trump sobre o início iminente de extrações na região. A iniciativa busca proteger ecossistemas submarinos ainda intocados e resguardar a pesca, principal motor da economia local, diante das incertezas sobre os graves impactos ambientais da atividade mineral marinha.
Na quarta-feira, 14 de outubro, Donald Trump afirmou que a exploração de petróleo, gás e minerais começaria em breve na Groenlândia. A declaração foi imediatamente desmentida pelas autoridades locais.
Agora, o Parlamento groenlandês reforçou essa posição ao aprovar por unanimidade uma proposta que solicita ao governo a criação de uma lei para proibir a exploração e a mineração de minerais submarinos até 2030. A medida poderá ser renovada a cada dois anos.
Apesar disso, o setor desperta grande interesse em diversas partes do mundo, devido à perspectiva de explorar reservas ainda intocadas de minerais localizadas no fundo do mar.
Preservação de fundos marinhos
Ao mesmo tempo, a indústria enfrenta forte oposição, já que os fundos marinhos estão entre os últimos ambientes relativamente preservados da atividade humana. Além disso, as consequências ambientais da mineração em águas profundas ainda são pouco compreendidas.
O tema é particularmente sensível na Groenlândia, onde a pesca é o principal motor da economia e continua sendo vital para muitas comunidades locais. Foi justamente por esse motivo que, há cinco anos, as autoridades decidiram suspender a concessão de novas licenças para prospecção de petróleo e gás nas águas territoriais da ilha.
Com RFI