Papa pede aos religiosos angolanos que não busquem privilégios

Leão XIV também afirmou que bispos e padres devem viver a serviço do povo

20 abr 2026 - 15h29
(atualizado às 15h47)

Em um apelo aos líderes da comunidade católica de Angola, o papa Leão XIV pediu aos bispos e padres que não busquem privilégios, mas que vivam a serviço do povo.

    "Não cedam à arrogância e ao egocentrismo, não se separem do povo, especialmente dos pobres, e evitem buscar privilégios", afirmou o pontífice americano.

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    O líder da Igreja Católica disse aos religiosos angolanos que testemunhem a paz e sigam o exemplo daqueles que, depois de tanto sofrimento, perdoaram tudo.

    "No passado, vocês demonstraram coragem ao denunciar o flagelo da guerra, ao apoiar populações atormentadas, permanecendo ao seu lado, construindo e reconstruindo, indicando caminhos e soluções para o fim dos conflitos armados, mas esse compromisso não acabou", declarou o Papa.

    "Portanto, promovam uma memória reconciliada, educando a todos em harmonia e valorizando, entre vocês, o sereno testemunho daqueles irmãos e irmãs que, após sofrerem tormentos dolorosos, perdoaram tudo. Alegrem-se com eles, celebrem a paz", acrescentou.

    Em suas declarações, o religioso ainda solicitou aos representantes da Igreja Católica local que se coloquem sempre ao lado das pessoas mais vulneráveis.

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    "Continuem a ser uma Igreja generosa, cooperando para o desenvolvimento integral do seu país. Por isso, tudo o que vocês conquistam nos campos da educação e da saúde tem sido crucial.

    Nesse sentido, quando surgirem dificuldades, lembrem-se do testemunho heroico de fé dos angolanos, missionários nascidos aqui ou no estrangeiro, que tiveram a coragem de dar a vida por este povo e pelo Evangelho, preferindo a morte a trair a justiça, a verdade, a misericórdia, a caridade e a paz de Cristo", concluiu. .

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