Papa diz que Igreja está pronta para colaborar com todos pela paz

Leão XIV alertou que sociedade 'corre risco de perder memória'

7 mar 2026 - 10h30

O papa Leão XIV afirmou neste sábado (7) que a Igreja Católica "proclama o Evangelho da paz" e está "pronta para colaborar com todos para salvaguardar este bem universal".

    A declaração foi dada durante audiência com capelães militares no Vaticano. Segundo o Pontífice, a paz não pode ser entendida apenas como a ausência de guerra: "A paz não é meramente a ausência de conflito, mas a plenitude da justiça, da verdade e do amor".

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    Durante o encontro, o Papa destacou também o papel da Igreja no incentivo ao diálogo entre os povos. Ele afirmou que o trabalho pastoral dos capelães militares muitas vezes ocorre de forma silenciosa, tanto em contextos de paz quanto de conflito ? em bases militares, ambientes operacionais, capelas ou até em tendas de campanha.

    "É ali que o cuidado com o rebanho do Senhor se manifesta através do testemunho de vida, da proclamação do Evangelho, da celebração da Eucaristia e dos Sacramentos, além da escuta e do acompanhamento espiritual", afirmou.

    Leão XIV enfatizou ainda que "o capelão que trabalha entre os militares está a serviço do diálogo entre povos, culturas e religiões, testemunhando uma Igreja que se torna instrumento de unidade".

    "Seu trabalho espiritual contribui, assim, para a promoção do bem comum e da paz social, fruto, como lembrou o papa Francisco, de um trabalho paciente, que requer formação, justiça e caridade", acrescentou.

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    Além disso, Robert Prevost destacou que a atividade militar, para um cristão, deve ser entendida como uma vocação e não apenas como uma profissão.

    De acordo com ele, "a missão do soldado cristão consiste em defender os mais fracos, preservar a convivência pacífica, responder a desastres, trabalhar em missões internacionais para preservar a paz e restaurar a ordem".

    "Tudo isso não pode ser reduzido a uma mera profissão: é uma vocação, uma resposta a um chamado que desafia a consciência", afirmou.

    O Papa ressaltou que a identidade militar deve ser guiada por valores como generosidade, espírito de serviço e dedicação ao bem comum, inspirados nos princípios do Evangelho.

    Em sua reflexão final, Leão XIV alertou para o risco de perda da memória na sociedade contemporânea. "Vivemos em uma sociedade que corre o risco de perder o sentido da memória", disse.

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    Embora haja hoje uma grande capacidade de transmitir informações, ele afirmou que a capacidade de assimilá-las e transformá-las em responsabilidade pessoal é cada vez menor.

    Para a Igreja, concluiu o Papa, a memória não é apenas um acúmulo de dados, mas "uma consciência viva", capaz de inspirar responsabilidade e orientar o futuro. .

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